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Os hábitos diários estão diretamente relacionados aos recursos naturais. É preciso achar a mudança nas pequenas ações cotidianas para equilibrar a balança do consumo / Foto: Antonio Bravo
Toda atividade humana provoca uma reação no planeta. O processo de produção de bens e serviços que são absorvidos de maneira rápida e superficial irá retirar do meio uma série de elementos e devolver uma série de outros, na maioria abrasivos. O ideal seria o equilíbrio desta equação, ou seja, produzir, consumir e assimilar os resíduos gerados devem estar na mesma proporção. A “Pegada ecológica” vem como uma ferramenta para avaliar a relação entre a atividade de consumo humano e a capacidade da natureza metabolizá-la.
Desenvolvido por Mathis Wackernagel e William Rees, em 1996, a metodologia conclui que todo indivíduo ou região, ao desenvolver seus diferenciados processos, produz um impacto sobre a Terra, através dos recursos consumidos e dos desperdícios causados.
Quantificando esse metabolismo, a “pegada ecológica” calcula, em hectares, a terra e água produtivas utilizada para a obtenção dos recursos que uma pessoa, cidade ou país utilizam, assim como para a absorção dos resíduos gerados. Como resultante do cálculo, chegamos ao indicador do impacto que provocamos no meio ambiente e assim, conseguimos canalizar recursos de melhoria e compensação.
A organização não governamental WWF (World Wildlife Foundation) realizou um estudo que mostrou uma realidade que precisa ser mudada: cada habitante da Terra precisaria de 2,9 hectares por ano para manter seu estilo de vida atual, porém, hoje, cada ser humano tem à disposição apenas 1,6 hectare. Uma “pegada” pesada demais.
A fundação também disponibiliza no site um rápido cálculo individual, levando em conta cinco critérios, de quantos “planetas Terra” a pessoa precisaria para suportar sua pegada ecológica.
A intensidade da pegada ecológica de cada pessoa, cidade ou região pode definir a qualidade de vida e a sustentabilidade do local. A extração desregulada, a alta produção de lixo, a ausência de reaproveitamento de resíduos ou qualquer falta de cuidado com os recursos naturais podem desequilibrar a balança e talvez, de maneira definitiva. Por isso a importância de medir essa intensidade e buscar novos hábitos para alcançar uma positiva mudança.
E esta mudança pode ser feita a qualquer momento. Aqui vão algumas dicas de como deixar sua pegada mais leve:
Pegue leve com os hábitos
Quando for as compras, habitue-se a verificar no rótulo o número de registro no IBAMA, assim, você estará respeitando o direito do consumidor além de estar fazendo uma compra responsável. Dê preferência a produtos com certificações “verdes” como produtos orgânicos e eletrônicos que consomem menos energia.
Pegue leve com a alimentação
Cerca de 60% da água doce que temos disponível no planeta é direcionada à produção de alimentos. Evitando o alto consumo diário de proteínas de origem animal pode ser um importante passo para a diminuição do uso excessivo de recursos naturais. Procure alimentos que contenham poucas embalagens e que respeitem as regras sócio-ambientais de produção.
Peque leve com sua casa
Certifique-se que na sua casa não tem vazamentos e evite o uso abusivo de água para lavar calçadas e carros, usar baldes é sinônimo de melhor aproveitamento de uma menos quantidade de água.
Pegue leve com seu meio de locomoção
Na hora do transporte, preocupe-se com a emissão de carbono. Prefira meios de transporte públicos ou repense o uso da bicicleta em trajetos menores. Se o carro for realmente necessário, seja adepto às caronas e faça revisão constante para evitar uma eliminação de gases poluentes desnecessária.
Pegue leve com seu consumo
Luzes, água, roupas e alimentos. Tudo deve ser repensado e aqueles produtos supérfluos devem ficar de fora do consumo diário. Preocupe-se com a quantidade de energia que usa. Ligue a máquina de lavar menos vezes por semana e passe a verificar sempre seus gastos com eletricidade e água. Tendo esse controle, fica mais fácil ver o que pode ser melhorado.
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