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Aqui vai uma ideia pouco provável: persuadir o mundo todo a tentar viver em paz por apenas um dia, todo 21 de setembro. Nesta apresentação honesta e enérgica, Jeremy Gilley conta a história de como essa ideia tornou-se real - ou real o suficiente para ajudar milhões de crianças em regiões devastadas pela guerra.
Preocupado com tragédias globais, como a fome, destruição e matança de pessoas inocentes, o ator inglês sentiu que precisava se envolver com algo capaz de fazer a diferença na vida das pessoas. Após ler um livro do físico nuclear Frank Barnaby, Gilley decidiu se tornar um cineasta e fazer um filme sobre a paz. Ao se aprofundar no tema, ele percebeu que não existia em nenhum lugar do mundo um ponto de partida para a paz, um dia de unidade global.
Com essa ideia em mente, ele começou a buscar apoio em todos os lugares do planeta, conversando com chefes de estado, líderes espirituais, ganhadores de Prêmio Nobel, embaixadores, ONGs e cidadãos de diversos países. Logo o projeto começou a ganhar apoio de pessoas e organizações poderosas e, no dia 7 de setembro de 2001, a Assembléia Geral das Nações Unidas reconheceu o dia 21 de setembro como Dia Internacional da Paz.
Uma coletiva de imprensa foi marcada em Nova York para o dia 11 para anunciar a nova data, mas obviamente nunca houve a declaração. “O mundo nunca soube que havia um dia mundial de cessar fogo e não-violência. E foi obviamente um momento trágico pelas milhares de pessoas que perderam suas vidas, lá e subsequentemente por todo o mundo. E me lembro de pensar, ‘é exatamente por este motivo que devemos trabalhar ainda mais. E temos que fazer com que este dia funcione’”, conta.
Depois do ataque às torres gêmeas, o trabalho de Gilley ganhou ainda mais força, e ele ganhou o apoio de organizações como UNICEF, OTAN e ISAF, e de personalidades publicas, como o ator Jude Law. Até que um dia, Gilley recebeu uma carta do Taliban, afirmando que o movimento adotaria a data e não faria nada no dia 21 de setembro.
“Isso significava que os trabalhadores humanitários não seriam sequestrados ou mortos. Então subitamente, eu soube naquele momento que havia uma chance. E dias depois, 1.6 milhões de crianças foram vacinadas contra pólio como consequência de todos terem parado”, conta. “Então houve essa outra declaração que veio do Departamento de Segurança dizendo que, no Afeganistão, por causa deste trabalho, a violência havia baixado em 70% neste dia”, diz.
Assista à palestra na íntegra (para ver com legenda em português, selecione a opção ao lado do play):
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