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Wangari nasceu em 1º de abril de 1940/Foto: meaduva
“É com tristeza que a família da professora Wangari Maathai anunciou a sua morte após uma batalha longa e corajosa contra o câncer”, afirmou uma mensagem publicada no site do Movimento Cinturão Verde, fundado pela primeira africana e ambientalista a receber o Prêmio Nobel da Paz.
Nascida no vilarejo de Ihithe, no distrito de Nyeri, no Quênia, em 1º de abril de 1940, a professora Wangari Muta Maathai faleceu domingo, 25 de setembro, aos 71 anos, no Hospital em Nairobi, localizado no Quênia.
Wangari, que deixou sua terra natal para estudar Biologia em Kansas, nos Estados Unidos com 20 anos de idade, permaneceu no país para obter o mestrado na mesma área. No fim da década de 1960, a professora recebeu uma bolsa de estudos da Alemanha onde pesquisou parte de seu doutorado em anatomia veterinária.
Ao retornar à sua cidade natal para completar seus estudos, Wangari, foi contratada como professora assistente da Universidade de Nairóbi, onde se tornou uma ativista ambiental e fundou o "Movimento Cinturão Verde".
Da luta ambiental, Maathai passou a defender também os direitos das mulheres e a democracia. Em um dos protestos, ela chegou a ser presa pela polícia queniana. Em 2002, se candidatou ao Parlamento do país e foi eleita com 98% dos votos.
Segundo o portal da iniciativa, Wangari foi também a inspiração para a construção da "Campanha por Um Bilhão de Árvores" do Programa das nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), lançada em 2006. Já foram plantadas mais de 11 bilhões de árvores.
“Wangari Maathai era uma força da natureza. Enquanto outros empregam suas energias e vida prejudicando, degradando e extraindo lucros de curto prazo do meio ambiente, ela usou as suas para enfrentá-los, mobilizando comunidades e defendendo a conservação e desenvolvimento sustentável ao invés da destruição”, explanou o sub-secretário-geral das Nações unidas e diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner.

Wangari fazia parte Conselho Diretor sobre as metas do Milênio/Foto: e pants
Cinturão Verde
Em 1977 Wangari fundou o movimento, cujo comunidades locais criam viveiros e plantam árvores em terrenos públicos, florestas degradadas ou em propriedades privadas. Os participantes já atingiram a meta de mais de 30 milhões de mudas plantadas na África. O feito ajuda aproximadamente 900 mil mulheres a combater os efeitos do desmatamento.
“Não se pode proteger o Ambiente sem dar poder às pessoas, informá-las e ajudá-las a compreender que estes recursos [naturais] são delas e que elas os devem proteger”, comentou a professora ao se referir a iniciativa, no site do movimento.
Prêmios
A ambientalista queniana chamou a atenção do mundo ao receber o Prêmio Nobel da Paz, em 2004. No mesmo ano Wangari conquistou mais outros prêmios como o alemão Petra Kelly para o Meio Ambiente e o J. Sterling Morton.
Em 2009, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon convidou Wangari para se tornar Mensageira da Paz das Nações Unidas passando integrar uma lista composto por astros de Hollywood como os atores George Clooney e Michael Douglas.
Ainda nas Nações Unidas, a ambientalista participou do Conselho Diretor sobre Desarmamento, fez a campanha dos embaixadores cidadãos e foi uma presença ativa nas iniciativas do Pnuma. Atualmente fazia parte do Conselho Diretor sobre as Metas do Milênio, uma agenda para erradicar ou diminuir males sociais até 2015.
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