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Aquífero Guarani é estratégico para o desenvolvimento econômico e social/Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
Oferecer subsídios à gestão de um dos mais importantes reservatórios de água doce do planeta é a principal meta do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, que lançaram recentemente o livro Subsídios ao Plano de Desenvolvimento e Proteção Ambiental da área de afloramento do Sistema Aquífero Guarani no Estado de São Paulo.
O Sistema Aquífero Guarani (SAG) é um dos mais importantes reservatórios de água doce do planeta e é compartilhado entre quatro países do Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No Brasil, estende-se por oito estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
A área de ocorrência do SAG possui clima subtropical, recursos hídricos superficiais abundantes e cobre uma área de 1,1 milhão de km². Sua localização, associada ao grande potencial hídrico, o torna estratégico para o desenvolvimento econômico e social da região.
Para José Luiz Albuquerque Filho, pesquisador do Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas (Cetae) do IPT e coordenador-geral do livro, a gestão deste aquífero é fundamental para que o recurso não se perca sem trazer benefícios à sociedade.
“A área de afloramento do Sistema Aquífero Guarani é vulnerável à contaminação. Ele possui águas antigas e sua extração deve ser efetuada com critério, pois sua renovação levaria dezenas de milhares de anos”, explicou Filho à Agência Fapesp.
De acordo com dados da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), cerca de 80% dos municípios paulistas são abastecidos, mesmo que parcialmente, por águas subterrâneas.
Alter do Chão
Outro aquífero, exclusivamente brasileiro, pode ser considerada em breve a maior reserva subterrânea do planeta. Trata-se do Alter do Chão, localizado em plena Amazônia. Conforme o EcoD mostrou em março deste ano, ele conta com um volume de 86 mil quilômetros cúbicos de água doce, o equivalente para abastecer a população mundial (atualmente estimada em sete bilhões) em até 100 vezes.
Situado entre os estados do Amazonas, Pará e Amapá, o aquífero tem quase o dobro do volume de água potável que o Aquífero Guarani (com 45 mil km³ de volume), segundo estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) em 2010.
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