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Ranking lista 20 melhores cidades do mundo para andar de bicicleta - Rio é 18ª
Postado em Carros e Transportes em 08/11/2011 às 15h40
por Redação EcoD
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A cidade holandesa de Amsterdã foi a mais bem colocada, seguida por Copenhagen e Barcelona / Foto: Amsterdamize

A Copenhagenize, empresa dinamarquesa especializada em consultoria, planejamento, marketing e comunicação de ações ligadas ao uso da bicicleta como meio de transporte, lançou o Copenhagenize Report: ranking das 20 cidades mais amigáveis aos ciclistas de todo o mundo.

Ao longo de seis meses, informações e estatísticas de 80 grandes cidades foram avaliadas por especialistas da empresa, que pontuaram cada uma delas de zero a 64. Sem surpresas, a cidade holandesa de Amsterdã ficou em primeiro lugar, com 54 pontos.

Segundo a pesquisa, a cidade foi bem em praticamente todas as categorias avaliadas, como infraestrutura, instalações e políticas públicas. “A atmosfera ciclística é relaxante e prazerosa. Esse é o único lugar no planeta onde o sentimento de risco ao pedalar não existe”, diz o documento.

Mas, apesar de todas as qualidades, ainda há o que melhorar, dizem os especialistas da Copenhagenize. Segundo o texto, Amsterdã pode utilizar mais ideias criativas e inovadoras para reforçar as condições de ciclismo e aumentar ainda mais o uso do modal.

O segundo lugar ficou com Copenhagen, que atingiu 52 pontos, seguida por Barcelona, com 45, Tokio e Berlin, ambas com 41 pontos.

Rio de Janeiro

De acordo com os responsáveis pelo ranking, a lista trouxe algumas surpresas – uma delas foi a presença do Rio de Janeiro. Em 18º lugar, com 30 pontos, a cidade carioca é a única brasileira da lista e ficou na frente de metrópoles como Viena e Nova York.

Segundo a publicação, a classificação positiva se deve à possibilidade dos ciclistas se deslocarem de uma ponta à outra da cidade através de uma infraestrutura de bicicleta separada da via dos veículos. Ainda segundo o documento, o Rio possui ciclovias desde 1992 e permite que uma pessoa se desloque do aeroporto Santos Dumont até o centro da cidade de bike.

“Os cariocas estão bem familiarizados com a bicicleta e se você envesgar os olhos pode pensar que está em uma cidade europeia. Com a economia brasileira indo de vento em popa, há uma ampla oportunidade de a cidade expandir sua cultura de bicicleta”, diz o texto.

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Inspirado em modelo bem sucedidos de outras cidades do mundo, o Bike Rio promete ampliar o uso de bicicletas como meio de transporte na capital carioca / Foto: Divulgação

Por outro lado, os especialistas listaram alguns problemas a serem avaliados na cidade brasileira. Segundo eles, o limite de velocidade para carros nas vias próximas às ciclovias de 70 km/h é “insano”. “As ciclofaixas do início dos anos 1990, e as extensões posteriores, foram visionárias, mas agora é hora de pensar grande e rápido. O número de carros nas ruas está aumentando e é necessário agir. O que o Rio fará para implementar a infra-estrutura ciclistica até a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016 irá determinar o futuro da bikes na cidade. O mundo está assistindo, Rio de Janeiro. Faça a coisa certa”, concluem.

Bike Rio

Parece que as orientações da Copenhagenize já estavam sendo pensadas pelos gestores da cidade. Há pouco mais de uma semana, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, inaugurou o Bike Rio – sistema de aluguel de bicicletas semelhante ao modelo implantado com sucesso em muitas capitais ao redor do mundo.

Lançado com apoio do Itaú Unibanco, o sistema deve instalar 60 estações de aluguel de bicicleta em 14 bairros da capital fluminense até 13 de dezembro. Até o momento, já estão em funcionamento 11 estações em Copacabana. Para utilizar o sistema, basta o usuário se cadastrar no site do projeto e adquirir o passe Samba, optando pelo pacote mensal (R$ 10,00) ou diário (R$ 5,00).

O sistema é composto de estações inteligentes, conectadas a uma central de operações via wireless (conexão sem fio) alimentadas por energia solar e distribuídas em pontos estratégicos da cidade, onde os usuários cadastrados podem retirar uma bicicleta todos os dias da semana, das 6h às 22h.

A bicicleta pode ser usada por 60 minutos ininterruptos e quantas vezes por dia o usuário desejar, bastando apenas que, após esse período, o usuário estacione a bicicleta em qualquer uma das 60 estações por um intervalo de pelo menos 15 minutos.

A partir de dezembro, 600 bicicletas estarão disponíveis em pontos estratégicos nos bairros de Botafogo, Catete, Centro, Copacabana, Cosme Velho, Flamengo, Gávea, Humaitá, Ipanema, Jardim Botânico, Lagoa, Laranjeiras, Leblon e Urca. Segundo Paes, a malha cicloviária da cidade também está sendo aumentada e deve chegar a 300 km no fim de 2012.

Veja abaixo o ranking final da Copenhagenize Report 2011:

1º – Amsterdã
2º – Copenhague
3º – Barcelona
4º – Tóquio
5º – Berlim
6º – Munique
7º – Paris
8º – Montreal
9º – Dublin
10º – Budapest
11º – Portland
12º – Guadalajara
13º – Hamburgo
14º – Estocolmo
15º – Helsinki
16º – Londres
17º – São Francisco
18º – Rio de Janeiro
19º – Viena
20º – Nova York



Tags: Carros e Transportes , Cidades Sustentáveis
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Ver Comentários (1)  imprimir  indicar

Curitiba de fora

Comentado por Waldir Egenolf Prochnow em 10/11/2011 14:31

Até que enfim um ranking honesto. Outro dia vi Curitiba numa lista das 10 mais no que se refere a políticas públicas para o uso da bicicleta para trabalho (e não só lazer de fim de semana. Aliás, um domingo por mês !!!) Deve ter sido matéria paga ...
Enquanto estes administradores forem para seus afazeres profissionais escondidos em seus potentes espelhos refletores do conceito de sociedade tecnocentrada e promotora de ideias individualistas (refiro-me ao carro), esta cidade, que sempre foi exemplo de mobilidade urbana, ficará fora de uma lista desta, de respeito e engajamento.
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