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EcoD Básico: Gases de Efeito Estufa (GEE)
Postado em Mudanças Climáticas em 30/11/2011 às 18h20
por Redação EcoD
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Foto: Ian Britton

Gases de Efeito Estufa (GEE), ou simplesmente Gases Estufa, são substâncias gasosas naturais responsáveis pelo aquecimento da Terra. Eles são vitais para a manutenção da vida do planeta, já que absorvem parte da radiação infra-vermelha emitida principalmente pela superfície terrestre, e dificultam seu escape para o espaço, mantendo a Terra aquecida.

O fenômeno ocorre da seguinte forma: os raios do Sol, ao serem emitidos para a Terra, têm dois destinos. Cerca de 35% é refletido e direcionado ao espaço, como radiação infravermelha, e outro 65% é absorvido pelo planeta e transformada em calor. Os GEEs são os responsáveis por reter esses raios, transformando a Terra em uma espécie de estufa. Sem eles, a temperatura média da Terra seria cerca de 30°C mais baixa, impossibilitando a vida no planeta tal como conhecemos hoje.

Entre os gases que compõem a atmosfera do planeta, os principais são o Nitrogênio (N2) e o Oxigênio (O2) que, juntos, compõem cerca de 99% da atmosfera. Em menos quantidade estão os gases responsáveis pelo efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O).

Aquecimento fora do normal

Apesar de ser um fenômeno natural e vital para manutenção da vida na Terra, o aquecimento exagerado do planeta se tornou um dos maiores desafios atuais da sociedade. Para especialistas, o fenômeno anormal é causado pelas ações humanas e pela adoção maciça de atividades que emitem os GEEs.

Atividades antrópicas, como a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento, a agricultura, pecuária e a ação das indústrias, emitem na atmosfera uma grande quantidade de gases que aumentam o efeito estufa, impedindo os raios de voltarem para o espaço, o que altera o clima natural e desregula ecossistemas de todo o planeta. Apesar de muitos estudos relacionarem as atividades humanas a esse fenômeno, alguns céticos afirmam que o aquecimento acelerado está muito mais relacionado com causas intrínsecas da dinâmica da Terra.

De acordo com o IPCC (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas, estabelecido pelas Organização das Nações Unidas e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988), a maior parte do aumento do dióxido de carbono ocorreu nos últimos 100 anos, com crescimento mais acentuado a partir de 1950. Segundo o órgão, nos últimos 140 anos a temperatura da Terra aumentou, em média, 0,7 °C.

Ainda segundo a organização, as melhores previsões para os próximos 100 anos apontam que, em 2100, a emissão anual de CO2 será de cinco teratoneladas (1.012 toneladas) de carbono, com uma concentração de 500 ppmpv (partes por milhão por volume) de CO2, um aumento de temperatura de cerca de 1,5 °C e um aumento do nível médio dos mares de 0,1 m.

Nos piores cenários (que ocorrerá caso as emissões se mantenham nos níveis atuais), a emissão anual de CO2 em 2100 será de 30 Gton, a concentração de CO2 atingirá 900 ppmpv, a temperatura média da terra estará entre 4,5 °C e 6,0 °C mais elevada e o nível médio dos mares terá subido 90 centímetros.

Ainda existe muitos debates em torno das reais consequências desse fenômeno no planeta. Mas vertentes cientificas apontam para resultados como o aumento de catástrofes naturais (como furações, seca, inundações, ciclones e incêndios), degelo das calotas polares e de geleiras (aumentando assim os níveis dos oceanos e lagos e submergindo ilhas e áreas litorâneas povoadas), e até super aquecimento das regiões tropicais e subtropicais, contribuindo para a intensificação do processo de desertificação e de proliferação de insetos nocivos à saúde humana e animal.



Tags: Biodiversidade , EcoD Básico , Mudanças Climáticas
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