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Economia Criativa mostra-se como forte tendência para o século 21/Foto: Photo Giddy
A cada dia, em todas as partes do mundo, se consome cada vez mais produtos criativos. Diariamente escutamos o rádio, assistimos aos programas de TV, nos vestimos com a moda, ouvimos música, lemos jornais, usamos software nos computadores para trabalhar e estudar, consumimos publicidade direta ou indiretamente.
Na era do conhecimento e da conectividade, os bens e serviços criativos têm tido um desempenho extraordinário, pois vivemos em uma época dominada por imagens, sons, textos e símbolos em que os produtos criativos, tais como a música, vídeos e jogos digitais fazem parte do nosso cotidiano.
O estilo de vida da sociedade contemporânea gira em torno da economia criativa por meio de nossa vida social, cultural e intelectual. Neste contexto, segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), a economia criativa gera empregos, renda, comércio, divisas, além de contribuir para um modelo de desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.
A economia criativa contempla setores que têm sua origem na criatividade, na perícia e no talento das pessoas, como arquitetura, design, moda e informática, por exemplo. O potencial para a geração de empregos baseia-se na propriedade intelectual. Os três pilares-chave desse conceito são: imaginação (ideias), criatividade e inovação.
Portanto, ao pensarmos em economia criativa, é preciso ir além dos números e perceber de forma mais holística a interação entre a economia, a tecnologia, a cultura e as questões ambientais na dinâmica do mundo globalizado.
No Brasil
De acordo com dados do Ministério da Cultura (MinC), em 2011, 3,7 milhões de pessoas no Brasil trabalhavam em áreas ligadas a economia criativa, que envolve artesãos, artistas e todos os que difundem a pluralidade cultural do país. Estima-se que o segmento seja constituído aqui por 52 mil empresas, com 87,6% dos negócios empregando até 19 funcionários.
No mesmo ano, a pasta cultural do governo federal fechou um convênio com o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro, Pequena e Média Empresa (Sebrae) que pretende permitir novas ferramentas de apoio à instituição e manutenção sustentável do segmento, na área da economia criativa.
O acordo prevê a estruturação do Observatório da Economia Criativa, a fim de sistematizar dados e informações do setor. Também está sendo criada a Secretaria de Economia Criativa, vinculada ao MinC.
O documento mais completo que se tem sobre o tema é o Relatório de Economia Criativa 2010, elaborado pela UNCTAD, e publicado em novembro de 2011.
Fontes: UNCTAD e site Administradores.
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