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O grupo fabrica cerca de 100 vassouras por dia/Foto:Arquivo Sebrae PB
Quando se alia a ideia de preservação da natureza a iniciativas empreendedoras, a credibilidade é adquirida não apenas pela responsabilidade socioambiental, mas também pela inovação. Em Patos, sertão da Paraíba, as garrafas pet coletadas nas ruas, que antes iam parar no lixão, hoje geram renda não apenas para coletores, mas para uma rede de associados e suas famílias.
O projeto teve auxílio do Sebrae, da Cooperativa Agrícola Mista de Patos (Campal) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Patos. Para montar o piloto foram feitas pesquisas de várias iniciativas semelhantes desenvolvidas pelo país. A ideia foi conhecida no município de Maracaçumé, no Pará, que mantinha unidades de produção em comunidades de baixa renda da região, e também no Rio Grande do Norte, onde foram visitadas duas cooperativas.
Para iniciar a produção sustentável em Patos foi necessária a criação de máquinas e o melhoramento de outras para aperfeiçoar a fabricação. O mecânico industrial João Dias foi convidado pelas instituições responsáveis pelo projeto para produzir os aparelhos.
A produção de vassouras das unidades visitadas era mais artesanal, como contou João. “Visitamos outras fábricas deste mesmo produto e estamos à frente em relação ao maquinário dessas outras. Buscamos nos aperfeiçoar ainda mais, chegando a restaurar algumas máquinas que eram utilizadas neste processo e fazendo melhorias nelas. Foi um investimento em longo prazo, mas que já nos tem rendido bons frutos”, comemorou João em entrevista ao Sebrae.
O mecânico, que produz as máquinas no quintal de casa, abraçou a ideia e descobriu no lixo uma opção de renda para ele e para a comunidade do município. O grupo fabrica cerca de 100 vassouras por dia, com uma média de três a quatro pessoas operando na produção. O dinheiro arrecadado possibilita o pagamento de um salário mínimo para cada uma das pessoas envolvidas na fabricação do produto e um lucro médio de R$ 1.000 para o administrador.
A produção, além de gerar renda, evita que as garrafas pet sejam depositadas em lixões ou aterros, já que, segundo a Sebrae, cada vassoura feita deste material evita o descarte de aproximadamente 14 unidades.
Os resultados gerados pela produção tem sido satisfatórios em relação ao âmbito criativo, a rentabilidade e ao estímulo à preservação do meio ambiente. O gerente da Agência Sebrae em Patos, Aldo Nunes, celebrou o sucesso do negócio. “Importamos a tecnologia da fabricação e conseguimos fazer com que uma empresa de Patos passasse, não apenas a fabricar as vassouras, mas a ser produtora da máquina com um maior aperfeiçoamento".
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