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Televisão, revistas, internet e teatro são só alguns dos diversos meios de comunicação que devem desempenhar função de informar e trocar conhecimentos. Os voluntários podem contribuir com a divulgação destes conhecimentos, assumindo a responsabilidade de orientar bons hábitos e buscar comportamentos mais conscientes através das suas interferências.
O jornal também é uma ferramenta da comunicação muito eficiente e poderosa, que exige dedicação, criatividade, trabalho e responsabilidade. Fazer um jornal, além de servir à sua comunidade, também é uma ótima maneira de praticar a leitura e a escrita.
Para colocar isso em prática, você pode:
• Formar um grupo com aqueles que gostam de escrever, criar, fotografar e pesquisar. Conversar com pessoas da comunidade para descobrir o que consideram importante e estimular sua participação, para fazer um jornal útil e interessante.
• Visitar o jornal local, para conhecer todo o processo de criação de um jornal e convidar um jornalista para ser voluntário e ajudar vocês.
• Selecionar o que dizer no jornal. Vocês
podem publicar, por exemplo, as manchetes do dia, notícias do bairro ou da escola, anúncios classificados, matérias sobre esportes, incentivo ao voluntariado, cultura e lazer, curiosidades, etc. Não esqueçam que a missão do jornal não consiste apenas em apontar os problemas, mas também em indicar soluções e dar boas notícias.
• Revisar os textos. Os professores podem ajudar bastante nessa etapa. Afinal, um jornal é lido por muitas pessoas, e não pode espalhar erros.
• Imprimir e distribuir o jornal no comércio local, em escolas, prédios, creches, hospitais. Reservem espaço no jornal para agradecer as colaborações, caso recebam alguma ajuda: cópias, ilustrações, distribuição, etc.
• Outra opção é fazer um jornal mural, que pode ser afixado em locais de boa visibilidade e grande circulação na escola, no bairro e no comércio. A vantagem é que com poucas cópias vocês atingem muitas pessoas.
Uma boa dica!
Você já ouviu falar em fanzine? É um estilo de publicação cujo nome vem da junção das palavras em inglês “fanatic” (fã) e “magazine” (revista). O fanzine chegou ao Brasil nos anos 70 como uma alternativa de mídia não comercial e como reação ao sistema político ditatorial.
Um grupo de voluntários pode elaborar um fanzine como uma forma barata e criativa de transmitir mensagens e conhecimento. Numa única folha de papel podem ser feitos desenhos e colagens, apresentações de notícias, indicação de sites de pesquisa, de filmes, de livros, etc. Depois é só fazer cópias e distribuí-las.
Montar peças de teatro e apresentar em escolas, creches, casas de idosos e hospitais é outra forma de se comunicar. Formar um grupo de teatro com voluntários é uma ótima oportunidade de cada um descobrir seus talentos e ao mesmo tempo levar divertimento e conhecimento para quem mais precisa.

Um bom exemplo
A Escola de Educação Básica professor Neri Brasiliano Martins, de Palhoça, Santa Catarina, vem vivenciando os benefícios do projeto Jornal Escolar “Acelerado”, que existe nesta escola desde 2000 em turmas de 5a série.
O projeto vem colaborando para a formação de um educando crítico, comprometido com valores éticos e morais. Com o projeto Jornal Escolar observa-se um avanço da compreensão, do raciocínio lógico, de crítica social e da aplicação prática dos conhecimentos adquiridos em aula.
O aluno passa a ser agente e ator na construção da sua história; ele tem voz e espaço, e assim sente-se valorizado. O professor orienta o aluno para que ele mantenha o compromisso com a publicação da verdade dentro dos padrões éticos e morais.
Voluntariado: Oito Jeitos de Mudar o Mundo
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