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Programa busca democratizar o acesso à cultura/Foto: phill.d
O projeto que prevê a criação do Vale-Cultura chegará ao Congresso Nacional ainda nesta semana, de acordo com Juca Ferreira, ministro da Cultura. Segundo ele, a demora para que a matéria fosse enviada para votação foi atribuída à ausência da assinatura de Guido Mantega, ministro da Fazenda, que estava viajando.
Por meio de um cartão magnético, o Vale-Cultura permitirá que os trabalhadores com carteira assinada comprem ingressos de cinema, teatro e shows, além de livros, CDs e DVDs.
Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, Juca afirmou que o Vale-Cultura apresenta “efeitos colaterais positivos” uma vez que vai gerar um banco de dados sobre a demanda cultural da população. “E estimula a legalidade”, ressaltou, ao se referir à compra de DVDs e CDs originais por meio do cartão magnético.
De acordo com o ministério, apenas 13% da população brasileira têm acesso a manifestações culturais. O cenário, segundo Juca, não abre possibilidade para o desenvolvimento do cinema e do teatro de produção nacional, por exemplo. Com o vale-cultura, a previsão é de que R$ 17 bilhões sejam injetados na economia cultural. “O circuito vai ficar bastante aquecido”, destacou Juca.
Ao comentar a falta de obrigatoriedade de adesão ao Vale-Cultura por parte das empresas, Juca afirmou que “na área cultural, nada deve ser obrigatório”. Ele avaliou, entretanto, que o projeto de lei é “atraente” e que, uma vez aprovado, poderá haver pressão dos próprios funcionários para terem direito ao benefício.
Sobre o valor a ser disponibilizado no cartão magnético (R$ 50) Juca admitiu que a quantia é baixa quando considerados os valores cobrados, por exemplo, pelas entradas de cinema e teatro. Segundo ele, a ideia é de que o benefício seja “aprimorado” e possa chegar a R$ 150. “Para começar, o valor de R$ 50 está bom, mas o ideal seria um pouco mais”, adminiu o ministro.
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