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Embalagens plásticas descartadas tornam-se matéria prima do papel sintético / Foto:Carlos Mata
Estudos realizados na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) resultaram na criação de um papel sintético feito a partir de resíduos plásticos. As embalagens plásticas tornam o material mais resistente em comparação ao fabricado a partir da celulose, mas ainda assim ele é capaz de alcançar funções tais quais as do papel convencional: pode ser utilizado na confecção de tabuleiros de jogos, rótulos, etiquetas, envelopes, livros e até outdoors e cartazes.
"Os impactos ambientais seriam reduzidos pela possibilidade de utilizar os resíduos plásticos descartados, reduzindo o volume desse material no lixo urbano ou no ambiente. Mesmo em comparação com o papel celulósico reciclado, o papel sintético a partir de plástico pós-consumo causaria menos impacto ambiental". Quem afirma é a coordenadora do projeto e professora da UFSCar, Sati Manrich.
A pesquisa que é desenvolvida a 12 anos no Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da instituição pode ser uma solução viável. A produção em larga escala para comercialização não necessita de ajustes e o equipamento utilizado para a fabricação do papel tradicional pode ser empregado para o papel sintético, o que, segundo a coordenadora, viabiliza a aplicação no mercado.
"Seria ideal que o lançamento do papel fosse utilizado na produção de uma cartilha infantil sobre impactos ambientais, reciclagem de resíduos plásticos e fabricação de papel sintético ecológico, como um instrumento de educação ambiental de crianças que, aliás, serão as mais afetadas pelos problemas ambientais atuais e futuros", enfatiza a pesquisadora.
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