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Universidade desenvolve ar condicionado 175% mais econômico
Postado em Universidades em 20/07/2010 às 19h15
por Redação EcoD
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O equipamento poderá revolucionar o mercado e reduzir a conta de luz dos consumidores/Foto: Divulgação

Uma tecnologia desenvolvida por um grupo de pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, promete ser capaz de reduzir drasticamente o consumo de energia elétrica dos aparelhos de ar condicionado, além de diminuir a poluição causada pelas atividades da máquina.

O feito será possível graças a um novo metal desenvolvido pela equipe. Descrito como “termicamente elástico”, o material funciona como um compressor tradicional, mas requer menos energia.

“A expectativa é de que o novo refrigerador aumente a eficiência em 175%, além de reduzir as emissões de dióxido de carbono em 250 milhões de toneladas métricas por ano e substituir os refrigerantes líquidos, que causam degradação ambiental”, informou o diretor da pesquisa, Eric Wachsman.

Revolução para o consumidor

Sendo um dos eletrodomésticos mais populares do planeta, especialmente nos países que enfrentam verões quentes, a tecnologia poderá representar uma revolução no mercado.

“Os aparelhos de ar condicionado representam a maior parcela das contas elétricas das residências, durante o verão. Por isso esta nova tecnologia poderá ter um impacto significativo para os consumidores, bem como um benefício ambiental importante”, reforça Wachsman.

Na próxima fase da pesquisa, a equipe irá testar a viabilidade comercial do “metal inteligente”. O protótipo de 10 kg irá substituir um sistema de refrigeração convencional baseado no ciclo de compressão de vapor, trocando os fluidos por um material sólido – uma liga com memória de forma termoelástica.

Segundo o professor Wachsman, esse material pode absorver ou criar calor alternadamente da mesma forma que um compressor comum, mas utilizando muito menos energia. Ele ainda gera um impacto ambiental menor quando comparado com a tecnologia convencional, além de evitar o uso de fluidos que podem contribuir com o aquecimento global.

Investimentos

Para contribuir com o andamento da pesquisa, o Departamento de Energia dos Estados Unidos viabilizou um investimento de US$ 500 mil para a universidade. O valor é parte de uma verba de US$ 92 milhões que serão distribuídos para 43 projetos destinados a pesquisas em tecnologias e inovações sustentáveis.

“Essas ideias inovadoras terão um papel crítico para a nossa segurança energética e crescimento econômico”, afirmou o secretário de Energia dos EUA, Steven Chu. “Nesse momento é mais importante do que nunca investir em uma economia baseada em energias novas e limpas”, completou.



Tags: Ciência e Tecnologia , Energia , Universidades
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