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"Precisamos de um sistema de transporte inteligente que responda às necessidades do século 21", afirmou o presidente norteamericano Barack Obama/Foto: jamesjustin
Bom ou ruim? No novo cenário dos transportes alternativos, um tipo específico começa a se destacar: o trem bala. Diversos países já começaram a adotar esse modelo e planejam investir pesado para tornar real o transporte em massa nesse tipo de veículo. Apesar das prometidas vantagens ambientais, econômicas e sociais, alguns ambientalistas se opõem a essa opção de transporte.
Para os defensores, o trem bala pode ajudar a reduzir o aquecimento global e proteger os recursos ambientais. Estudos desenvolvidos pela Autoridade Ferroviária de Alta-velocidade da Califórnia apontam que investir em trens bala, ao invés de construir novas rodovias ou aeroportos, pode gerar diversas vantagens até 2030.
Entre esses benefícios, estão: menos impactos ambientais, menor necessidade energética (1/3 do que é preciso para movimentar aviões e 1/5 do necessário para viagens de automóveis) e economia de 12,7 milhões de barris de petróleo, mesmo com o aperfeiçoamento da eficiência energética dos meios de transporte atuais. O estudo ainda aponta que a construção de mais ferrovias de alta velocidade pode evitar a emissão de mais de 5 milhões de toneladas de CO2 até 2030.
Hoje esses veículos podem passar dos 500 km/h e transportar uma grande quantidade de passageiros em um tempo curto. Mas especialistas defedem que essa velocidade pode ser ainda muito maior. Isso os torna mais vantajosos do que os aviões, já que não gastam tempo com embarque e desembarque e não estão sujeitos a alterações climáticas. Eles também são mais seguros e mais rápidos do que viajar de carro.
Investimento internacional
As vantagens parecem ter contagiado as mentes dos governantes das grandes potencias mundiais. Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido e até Brasil já começam a investir na construção de sistemas capazes de realizar longos percursos em trens bala. Por aqui, o Ministério dos Transportes já prevê a construção de uma ferrovia de alta velocidade que fará a ligação entre as cidades de Rio de Janeiro e São Paulo. A viagem será feita a até 360km/h, ligando os 403 quilômetros entre a Central do Brasil, no Rio, e a Estação da Luz, no Centro da Capital, em uma hora e 25 minutos.

Trem bala ligará o Rio a São Paulo até 2015/Foto: afarias
Contraponto
Apesar das aparentes vantagens, tem muita gente torcendo o nariz para esses investimentos. Para alguns ambientalistas, a implantação desse sistema requer a construção de novas ferrovias, já que os trens de alta velocidade requerem trilhos específicos. “Seria muito melhor se simplesmente ajustassem e reativassem o sistema normal de trens que está parado, enferrujando, e deixar as ideias mais grandiosas para um outro momento”, diz o escritor norteamericano James Howard Kunstler, em depoimento no seu blog.
Ele completa: “não me entendam mal. Com a decadência das companhias aéreas e a condenação do sistema de transporte automobilístico, nós precisamos desesperadamente de um novo sistema ferroviário. Mas nós já temos um sistema que era invejado por todo o mundo até ser abandonado. E nesse momento não temos nem o tempo nem os recursos para construir uma nova rede paralela."
Além de reativar as ferrovias já existentes, os críticos desse sistema sugerem medidas como a utilização de transporte marítimo e fluvial e um melhor planejamento industrial e logístico que facilite o transporte de mercadorias.
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