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Guarda Costeira dos Estados Unidos trabalha para tentar conte o óleo que vaza no Golfo do México. Brasil prepara plano de contingências/Foto: Deepwater Horizon Response
A ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, afirmou nesta sexta-feira, 30 de julho, que o Brasil deverá concluir até setembro uma proposta para o novo Plano Nacional de Contingências em caso de emergências de grande porte. Os estudos vinham sendo feitos desde 2001, mas foram acelerados em razão da tragédia ocorrida em 20 de abril deste ano no Golfo do México, quando uma plataforma de petróleo da British Petroleum (BP) explodiu em alto-mar, provocou a morte de 11 trabalhadores e um dos maiores vazamentos de óleo da história norte-americana.
"A ideia é um decreto que regulamente todas as funções e estabeleça uma cultura de gestão integrada no caso de um acidente da magnitude do que ocorreu no Golfo do México. É um plano voltado para a área de petróleo, mas que eventualmente poderá ser adaptado para catástrofes de grande porte, como enchentes ou outros desastres naturais", explicou a ministra ao jornal O Estado de S.Paulo.
Izabella Teixeira participou de reunião na Petrobrás com técnicos do setor e que contou com a presença do especialista Ian Hernandez, que atua na empresa americana que acompanhou a BP nas ações que se sucederam o acidente. Na próxima semana haverá em Brasília uma reunião interministerial para discussão do esboço deste plano de contingência, que já vinha sendo debatido pelo ministério, com um grupo de trabalho composto por técnicos do Ibama e da Marinha, além de representantes de empresas e Estados.
"Queremos saber se o acidente do Golfo foi um ponto fora da curva, ou se poderíamos evitar isso, de que maneira, e se estamos preparados para isso, ou como nos prepararmos", reforçou a ministra. Segundo ela, o Brasil tem legislação bastante semelhante a dos Estados Unidos e muito pouco deveria ser mudado neste sentido.
"Fiquei muito bem impressionada com a capacidade americana de responder ao acidente. Os Estados Unidos estão lidando com um acidente sem parâmetros na história mundial e estamos avaliando sua capacidade de resposta. Dentro da magnitude, a resposta foi muito rápida", avaliou Izabella. No entanto, a ministra reconheceu que, a exemplo dos Estados Unidos, o Brasil está despreparado para uma série de ações que precisam ser adotadas muito rapidamente, como a autorização para importação de equipamentos, ou mobilização de pessoal. "A proposta para o decreto prevê a regulamentação de todo o modus operandi em caso de emergência, seja da Receita Federal, Polícia Federal e Ibama", ponderou.
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