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"Lembrem-se da minha mensagem principal: o aparentemente impossível é possível. Nós podemos ter um mundo bom”
Com uma impressionante ferramenta de análise de dados, o pesquisador Hans Rosling demonstra como países “em desenvolvimento” estão saindo da pobreza e ultrapassando os países “desenvolvidos” em quesitos tão importantes quanto o crescimento econômico.
Em gráficos elaborados sobre questões como mortalidade infantil, crescimento econômico, taxa de fertilidade, expectativa de vida, etc, o pesquisador demonstra como essas mudanças estão acontecendo.
"Isso é 1950 - aqueles são os países industrializados, aqueles são os países em desenvolvimento. Nessa época existia um 'nós' e 'eles'. Existia uma grande diferença no mundo. Mas isso mudou e as coisas melhoraram bastante.” Segundo Rosling, países como a China, a Índia e a África estão migrando para qualidades de vida melhores e com tendência a melhorarem ainda mais.
Uma prova é o gráfico que mostra a relação entre crescimento econômico e as taxa de mortalidade infantil. "Se nós rodarmos o mundo todo, veremos como eles (os países) se tornam, vagarosamente, mais e mais ricos, enquanto que as crianças não vivem por mais tempo”.

"Lá, agora, benefícios sociais, progresso social, estão à frente do progresso econômico. Isso é realmente uma mudança”
As estatísticas mostram que lugares como os Estados Unidos, mesmo quando possuíam economia semelhante à de países como Filipinas, Chile e Índia, ainda apresentavam taxas de mortalidade maiores que a desses países.
"Esse é o drama desse mundo que muitos chamam de globalizado, assim a Ásia, países Árabes, América Latina, estão muito à frente na área da saúde, educação, tendo recursos humanos, do que estão na economia. Existe uma discrepância no que está acontecendo hoje nas economias emergentes. Lá, agora, benefícios sociais, progresso social, estão à frente do progresso econômico. Isso é realmente uma mudança”.
Rua do dólar
Em outra parte da palestra, o pesquisador apresenta a "rua do dólar" - um gráfico que mostra as casas e as condições de vida de pessoas de acordo com quanto eles ganham por dia. "Isso pode mudar. Quando você está na pobreza, tudo é a respeito de sobrevivência. É sobre conseguir comida”, diz.

"Eu diria que a África subsaariana foi quem fez melhor no mundo durante os últimos 50 anos”
Rosling mostra como tecnologia, associada a um mercado com educação, saúde, crédito, informação e infra-estrutura, pode mudar a história de uma comunidade. "Nós podemos fazer isso. Minha experiência de 20 anos de África é que o aparentemente impossível é possível. A África não está fazendo feio. Em 50 anos eles foram de uma situação pré-medieval para uma decente Europa de 100 anos atrás, com uma nação e governos funcionais. Eu diria que a África subsaariana foi quem fez melhor no mundo durante os últimos 50 anos”.
Por fim, ele apresenta as novas dimensões do desenvolvimento. "Devemos pensar qual é o objetivo para o desenvolvimento e quais as formas de se desenvolver.” Assim, a graduação de quesitos como crescimento econômico, saúde, educação, direitos humanos, meio ambiente, cultura e governanças, passa a ser feita de acordo com os reais objetivos da humanidade.
Em um final surpreendente, Rosling conclui: "Lembrem-se da minha mensagem principal: o aparentemente impossível é possível. Nós podemos ter um mundo bom”.
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