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Soluções buscam o consumo consciente das sacolas plásticas
Postado em Consumo Consciente em 22/06/2009 às 16h30
por Redação EcoD
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12 bilhões de sacolas plásticas são consumidas ao ano, no Brasil
12 bilhões de sacolas plásticas são consumidas no Brasil anualmente/Foto: WWF

Investir na reciclagem pós-consumo, substituir as sacolas plásticas por materiais menos agressivos ao meio ambiente e até mesmo transformá-las em energia são algumas das alternativas para dar uma utilização e um fim devido ao plástico nosso de cada dia. Vale lembrar que, geralmente, este material é feito através de substâncias presentes nos combustíveis fósseis, como o petróleo, o que contribui para a escassez de recursos naturais e as mudanças climáticas.

Dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) apontam que o Brasil consome 12 bilhões de sacolas plásticas anualmente. Esse índice significa dizer que cada brasileiro utiliza, em média, 66 unidades ao mês. O problema é que a decomposição de um material plástico exige cerca de 500 anos para ser realizada. Logo, é o meio ambiente que paga a conta do uso indevido desse produto.

Para Gisela Dantas, gerente jurídica de Assuntos Legislativos da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a solução para o problema causado pelo descarte de sacos plásticos na natureza é o investimento na reciclagem pós-consumo, de modo a transformar esse material em um novo produto. “A indústria é favorável não à proibição das sacolas plásticas, mas à reciclagem. Falta uma educação ambiental na sociedade. Existe um lixo muito grande. Então, a solução é a reciclagem, até por uma questão social, porque existe um público muito grande que vive dessa coleta”, defendeu.

Oxibiodegradáveis?

Já a ONG paranaese Fundação Verde (Funverde) luta desde 2005 com o objetivo de conscientizar os consumidores sobre a importância da substituição de sacolas plásticas para a preservação da natureza. No Paraná, a organização conseguiu (desde abril de 2008) trocar todas as sacolas plásticas por sacos oxibiodegradáveis. “A meta agora, ‘com o tempo’, é atingir o nível da cidade de Xanxerê (SC), que aboliu por completo as sacolas de plástico”, projetou Cláudio José Jorge, presidente da entidade.

 Má destinação do plástico prejudica o meio ambiente
Má destinação da sacola plástica prejudica a biodiversidade/Foto: WWF

Por outro lado, Gisela Dantas discorda da utilização do material oxibiodegradável. “É uma falsa ideia de que ele se desmancha e que não existe uma poluição. Na verdade é até pior, porque os custos e os riscos com relação à sacola plástica hoje utilizada já são conhecidos. Ao contrário dos plásticos biodegradáveis, cuja decomposição pode liberar metais pesados no meio ambiente, sem qualquer forma de controle", contestou.

As sacolas oxibiodegradáveis retiram de sua composição total 1% de plástico e adicionam 1% de aditivos químicos que quebram a cadeia molecular do plástico. Esse novo saco é feito do mesmo plástico que vem do petróleo, mas com o diferencial de não poluir durante muito tempo. Recentemente, a Firjan encaminhou carta a todos os parlamentares da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para manifestar sua posição contrária ao projeto do governo do estado que prevê a substituição gradual de sacolas plásticas pelo comércio. A entidade vai participar da votação, marcada para a próxima quarta-feira, 24 de junho, na Alerj.

Energia
Enquanto a alternativa referente ao material oxibiodegradável divide opiniões e causa certa polêmica, Francisco de Assis Esmeraldo, presidente do Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida), defende a reciclagem energética das sacolas plásticas a fim de dar uma destinação eficiente ao produto. Ele argumentou que os sacos de plástico na Europa são submetidos a esse sistema, o que faria com que o problema não fosse tão crítico no velho continente.

 Transformação dos sacos plásticos em energia também é defendida
Transformação do saco plástico em energia também foi defendida/Foto: Pink Pink

“Plástico é petróleo; petróleo é energia. Logo, plástico é energia", comparou. O presidente do instituto argumentou que 1 quilo de plástico produz a mesma energia que 1 quilo de óleo diesel, que é petróleo. “E ninguém joga fora óleo diesel”, constatou. O Instituto Plastivida defende a redução do desperdício de sacolas plásticas no comércio, com um produto de melhor qualidade, e sua reutilização para outros fins. Sacolas de pano têm, segundo Esmeraldo, várias desvantagens, entre elas o fato de que sujam, se contaminam e têm que ser lavadas, gastando água, sabão e energia.

O Ministério do Meio Ambiente, com o apoio da rede de supermercados Wal-Mart Brasil, lançará no dia 23 de junho, em São Paulo, uma campanha nacional para a preservação do meio ambiente. Um dos objetivos é incentivar a substituição de sacolas plásticas, utilizando outros meios para o transporte de compras e o acondicionamento de lixo. A iniciativa quer incorporar na sociedade brasileira uma educação para o consumo consciente e sustentável.

Plástico verde

Em 18 de dezembro de 2008, a Braskem anunciou que o começo da produção do chamado “polietileno verde”, gerado a partir do etanol da cana-de-açúcar, está mantido para o final de 2009. A fabricação do primeiro plástico 100% renovável do mundo será feita, inicialmente, em um estágio inserido no projeto-piloto da empresa, mas a comercialização em grande escala deverá ser implementada em 2011. A organização também estuda a possibilidade de desenvolver a tecnologia do “polipropileno verde”.

 Pesquisadores da Braskem estudam o "plástico verde"
Pesquisadores da Braskem estudam o "plástico verde"/Imagem: Divulgação

Os testes realizados no início do projeto apontaram que as resinas usadas para a fabricação do polietileno verde têm o mesmo desempenho e eficiência do produto similar, que não é composto de matéria prima renovável (como o petróleo). “Basicamente, essa tecnologia captura o gás carbônico e o devolve a natureza”, destacou ao portal EcoDesenvolvimento.org, à época, Marcos Lessa, diretor de sustentabilidade da Braskem.

*Com informações da Agência Brasil.

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Tags: Biodiversidade , Ciência e Tecnologia , Consumo Consciente , Economia e Política , Energia , Responsabilidade Social , Reduzir, Reutilizar, Reciclar
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SACOS PLÁSTICOS

Comentado por VIRGÍLIO TEIXEIRA em 23/07/2009 22:25

__Eu penso que, em alguns casos, é necessário tomar uma atitude radical, para que haja um maior controle da poluição ambiental, mas, penso eu que, de uma hora pra outra, e, na marra ( quando existe ações extremante necessárias que devem ser tomadas para que faça uma ponte e chegue até sanar este problema... ), alguém está querendo aparecer e ser o salvador do meio ambiente de uma hora prá outra. Estou falando de um projeto que já esta vigorando em alguns estados sobre a proibição do uso de sacos plásticos nas compras em super-mercado, feira,etc. _Não deveria ser assim ! Cadê a educação ambiental de uma forma mais abrangente? Lembre-se que, os avanços que há nesta área de educação ambiental, hoje, são bem melhores do que anos atrás. Portanto, significa que esta havendo grandes avanços. Deve haver uma maior divulgação da educação ambiental, onde, os órgãos ambientais ( público e civis [ONGs] ), tenham um contato direto e indireto com a população... e o principal: fiscalização, responsabilização e punição. As pessoas precisam ser enquadrar: obedecer e respeitar. E a reciclagem que deveria ser feito pelas companhias de limpeza urbanas? Em muitos casos, alguns órgãos públicos tem muita responsabilidades neste caso, e, não só jogar terra por cima, como se faz em alguns lixões. Se os rios não são canalizado? Se não há coletas periódicas? Se não há uma ampla divulgação educacional? Atacar um foco, mas e os outros? E os pet de refrigerantes, de detergentes, refrescos, brinquedos plásticos, diversos potes,etc., que, ainda, estão por aí poluindo tudo? Muitas dessas sacolas plásticas que vão parar no mar ou nos rios, é porque, onde a coleta não é periódica ou nenhuma coleta é feita, e a opção é queimar, enquanto outros jogam nos rios. E isto, é falta de educação, Educação Ambiental. Quem é que suja o complexo de lagoas de Jacarepaguá, da região do Lagos, algumas praias deste litoral; aliás, dá uma voltinha lá em Tinguá, que, também, deveria ser a preocupação de todos os ecologistas, inclusive, tem ecologista aí que só falam por ver a imagem... Essa lei, será pros almofadinhas, riquinhos, pros metidinhos a ecologistas ( que veladamente poluem também ) que podem pagar para entregar, levar suas compras à domicilio, ou levá-las de carro. Lembra-se que nos passado eram bolsas de papelão e o saco plástico veio como uma grande ajuda. Qual será o produto que será usado agora? Papelão? Tecido reciclável? Palha de alguma planta? Supomos que, alguns espertalhões, donos de supermercados, criarão alguma sacola que dispense de maiores gastos para eles,assim podem começar a inserir nos preços, e encarecerá as compras. Já estão criando (desfilando) sacolinhas ecológicas por aí... Assim com os sacos plásticos de supermercados e feiras, não se esqueça dos sacos __ onde a incidência não é tão numerosa, mais é bastante grande também__ que ensacam arroz, feijão, farinha, macarrão, utilidades domésticas, etc., que, também, tem o mesmo destino.
   Veja que, eu apoio totalmente, que seja diminuída o uso indiscriminado, mas este ato, se for de uma forma radical não. Pois, isto virá a prejudicar milhões de pessoas. Eu moro no Rio de Janeiro, e, falo, por que eu sei que a nossa população ( dos subúrbios, da baixada, da zona oeste, etc. ), pessoas que moram distante de supermercados ,tem estas sacolas como um tremendo “quebra-galho”, pessoas que, em muitas situações, vão à pé prá casa, chegando a andar mais de um ou dois quilômetros, depois que vem do trabalho com suas compras... E aí meu amigo, como vamos levar nossas compras para casa, quando o número de bolsas é grande? Aqueles que são do Rio de Janeiro sabem que muitas pessoas, usam os sacos plásticos como sacos de lixo, usam para ensacar restos de entulhos de suas obras, para colocar folhas e galhos que, antes iam parar nos rios, nas ruas ou serem queimados, e , ainda, reciclam usando estas sacolas, colocando latinhas, pet de refrigerantes, etc.

Noticiado nos E.U.A.:

São Francisco, na Califórnia, vai proibir o uso de sacolas de plástico, reduzindo o consumo de petróleo em aproximadamente 800 mil galões (3,2 milhões de litros) por ano. As sacolas plásticas serão substituídas por bolsas de papel reciclável feitas com amido de milho e batata. Outras cidades como Los Angeles, Santa Mônica, Oakland e Berkley também estão explorando a mudança. A cada ano, menos de 5% das 100 bilhões de sacolas plásticas jogadas fora pelos americanos são recicladas.

Nós sabemos que lá não se joga sacos nas ruas, nos rios, etc., pois lá a visão é por causa do petróleo, e, também, a cultura deles é bem diferente da nossa, neste âmbito educacional. E aqui ? Vamos educar ou proibir? Ou proibir prá depois educar ?
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