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Ilustração destaca a ação de madeireiras na Amazônia/Imagem: Divulgação
Para se chegar a dimensão real do desmatamento no Brasil, órgãos como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) desenvolvem sistemas avançados para executar as análises necessárias. Em 2008, foi criado o Mapeamento da Degradação Florestal na Amazônia Brasileira (Degrad), que agora passa a ter uma página própria na internet [obt.inpe.br/degrad], a fim de disponibilizar informações sobre a degradação das matas aos internautas.
O site recém criado apresenta infográficos, tabelas, imagens e outras possibilidades de informação sobre o desmatamento no país. Em 2008, o novo sistema detectou 24.932 quilômetros quadrados (Km2) de áreas degradadas. Um ano antes, o Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), desenvolvido em 2004, registrou 14.915 Km2 de degradação.
A meta do Degrad é mapear, anualmente, e em detalhe, as áreas em processo de desmatamento que não são computadas pelo Prodes, sistema do Inpe que identifica apenas o “corte raso” - áreas em que a cobertura florestal nativa foi totalmente retirada. Com o trabalho realizado pelo Degrad, os órgãos de fiscalização deverão ganhar um importante aliado na tentativa de reduzir os cortes rasos, porque este sistema tem como principal característica a capacidade de registrar as derrubadas parciais da floresta, causadas por queimadas ou extração seletiva de madeira.
Ao todo, o Inpe conta com estes três sistemas baseados em imagens de satélite: Prodes, Deter e Degrad para monitorar o desmatamento na Amazônia. Em 2008, o aumento da degradação indicado pelo Deter na Amazônia brasileira, motivou a criação do Degrad. Dados divulgados pela ONG Imazon mostraram que a Amazônia perdeu o equivalente a um campo de futebol por dia em outubro do ano passado. Segundo a organização, foi desmatada uma área de 102 km2 durante todo o mês.
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