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Salvar o que sobrou: Dia da Mata Atlântica é convite à reflexão
Postado em Biodiversidade em 27/05/2009 às 12h20
por Redação EcoD
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Foto: kikesan  
Mata Atlântica já perdeu 92,1% de seu território/Foto: kikesan

Imagine se uma das mais importantes florestas do mundo perdesse 92,1% de sua área. Imagine também qual seria o futuro de 60% dos animais ameaçados de extinção no Brasil, dependentes que são deste bioma. Agora deixe a imaginação de lado e considere o que foi mencionado como a mais pura realidade da Mata Atlântica, que nesta quarta-feira, 27 de maio, comemora seu 70º aniversário sem festa alguma, mas que certamente adoraria ganhar boas doses de preservação e reflexões sobre seu atual estado como presentes.

Reduzir o desmatamento, recuperar as áreas degradadas, ampliar o número de áreas protegidas (públicas e privadas) e melhorar a gestão daquelas já existentes são as principais metas em relação à preservação da Mata Atlântica. Desde que o Parque Nacional do Itatiaia (SP) foi criado, em 1939, trechos fundamentais acabaram extintos com o passar do tempo.

"Pela sua importância em escala global, como uma das florestas mais biodiversas e ameaçadas do mundo, ações para a conservação da Mata Atlântica significam manter um patrimônio fundamental não só para o país, mas para o planeta", destacou Denise Hamú, secretária geral do WWF-Brasil.

 O bioma já perdeu 102,9 mil hectares – o equivalente a dois terços da extensão da capital paulista
O bioma já perdeu o equivalente a dois terços da extensão da capital paulista/Foto: Valter Campanato/ABr

Em São Paulo, encontram-se os maiores trechos florestais em estado de conservação aceitável. Em junho deste ano, os parques estaduais de Intervales, Serra do Mar e Itinguçu receberão especialistas – responsáveis pelas análises dos impactos e das melhorias de infraestrutura para a visitação.

Dados

De acordo com o estudo intitulado Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), a Mata Atlântica está reduzida a 7,9% de sua área original. Os dados foram coletados no período de 2005 a 2008 e foram divulgados na terça-feira, 26, em São Paulo. Segundo os números apresentados, o bioma já perdeu 102,9 mil hectares – o equivalente a dois terços da extensão da capital paulista.

Quando consideradas as áreas fragmentadas, o número sobe para 11,4%. De acordo com os dados, de 2005 a 2008, foram desmatados 102.938 hectares em dez estados avaliados pelo estudo, o que corresponde a uma média anual de 34.121 hectares destruídos a cada ano. Minas Gerais lidera no quesito desmatamento entre os estados brasileiros. Ao todo, 25.953 hectares foram degradados entre 2005 e 2008. Em segundo lugar vem Santa Catarina, que perdeu 25.953 hectares, seguida pela Bahia, com menos 24.148 hectares.

O uso da floresta para atividades como a agropecuária e a exploração de recursos naturais seriam os principais responsáveis pelo desmatamento, de acordo com Márcia Hirota, diretora da Fundação SOS Mata Atlântica e coordenadora do estudo pela entidade.

A diretora da Fundação SOS Mata Atlântica e coordenadora do estudo pela entidade, Márcia Hirota, disse que o desmatamento nesses estados ocorre principalmente para substituir o uso da floresta, geralmente para a agropecuária e exploração de pinus, principalmente em Santa Catarina. “As principais cidades e metrópoles brasileiras estão localizadas nessa região então o impacto das pessoas e da utilização dessa floresta tem sido desde o descobrimento do Brasil feito com que a mata atlântica fosse reduzida drasticamente”, completou.

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Tags: Biodiversidade , Economia e Política
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