| O que você espera da Rio+20? | |

Moda, decoração, artesanato e muita sustentabilidade "aplicada à prática" / Fotos: Divulgação
Nem só de tecidos inteligentes e tecnologias modernas vive a produção de materiais sustentáveis. Economia solidária e participação coletiva são algumas das características de produtos oriundos de cooperativas ou grupos comunitários que, de maneira responsável, ganham espaço no mercado mostrando que o comércio justo e sustentável pode ser, além de lucrativo, um grande difusor de novos hábitos entre os consumidores.
Trabalhando com a divulgação destes produtos através da venda direta, a Rede Asta é uma organização sem fins lucrativos que, movimentada pelo Instituto Realice, tem o objetivo de gerar uma renda alternativa em comunidades de baixa renda do Rio de Janeiro.
Criada pela advogada Alice Freitas, a rede forma uma cadeia entre a produção e a venda, ou seja: transforma o produto em renda e muito crescimento social. “Somos uma instituição fomentadora de ideias e de projetos sustentáveis para geração de renda obtendo resultados quantitativos e qualitativos eficazes”, explica.
Corrente de negócios do bem

Responsável por apresentar e representar o trabalho de mais de 30 grupos produtivos à sociedade, a Asta funciona de uma maneira bem simples, onde a produção de moda, artesanato e decoração é comercializada através de revendedoras (as chamadas conselheiras) e tem o seu lucro dividido entre os três participantes envolvidos (50% para o produtor, 22% para o revendedor e 28% para a empresa – que usa a renda para movimentar novas transações).
Quatro requisitos são ponderados para a escolha dos grupos. São eles:
• Que o grupo tenha no mínimo três pessoas trabalhando e assim se configure como um coletivo
• Que ele esteja localizado em uma região de baixo poder aquisitivo - pode ser uma comunidade ou um bairro carente, mas tem que estar em um lugar onde aquela produção gere algum tipo de melhoria e desenvolvimento local
• Produto com potencial de mercado – o produto tem que ter aquele “quê” de design e de moda que vai torná-lo vendável
• Ter capacidade produtiva de no mínimo 200 peças por mês

Entre os produtos, materiais como palha, sobras de tecido, jornais reciclados e muita criatividade
Alice acredita que por meio deste trabalho os diferentes setores sociais podem ser ajudados, construindo um comercio ético e justo, em que cada extremo desta ponte é beneficiado - do meio ambiente que oferta os recursos naturais, até o consumidor, que amplia sua ótica sobre todas as etapas da fabricação de um insumo.
“O que propomos é um jeito novo de fazer negócios, valorizando sempre o trabalho dos produtores e, claro, a escolha dos consumidores. Assim, é lançada uma 'corrente do bem' e o marketing boca a boca cria capilaridade e espalha, gradativamente, a notícia de que todos nós podemos sim fazer algo para mudar”, diz a coordenadora do instituto.
A Rede Asta
Há três anos atuando como vinculo entre produção e rentabilidade, a Rede Asta quer alçar novos voos em 2010 e planeja novas formas de oferecer suporte a este tipo de comércio, como a captação de novos conselheiros; o Centro de Integração Virtual, para agilizar processos de pedidos e encomendas; o Fundo de Apoio ao Produtor; e também um programa de intercâmbio.

Para participar da rede, alguns critérios que atestem o compromisso social precisam ser respeitados
Além da Rede Asta, o Instituto Realice conta com uma unidade de negócios batizada de Mãos Brasil, dedicada à produção de projetos corporativos para grandes empresas. “O Mãos Brasil foi criado com o objetivo de atuar de forma consistente no mercado de atacado e de brindes corporativos. Nós levamos para os artesãos a noção de que é possível fazer negócios com sustentabilidade, pagando o preço justo a todos os envolvidos na cadeia produtiva”, explica Rachel Schettino, que coordena os projetos do Instituto Realice ao lado de Alice.
Interessou? Quem quiser participar desta corrente do bem como conselheira, com um grupo ou mesmo como consumidor pode entrar em contato com a rede através do site ou pelo telefone e email de contato: (21) 3976-3159 / contato@realice.org.br
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Portal EcoD é um projeto do Instituto EcoDesenvolvimento
Direitos Autorais - Condições de uso do conteúdo
SEJA PARCEIRO DO ECOD