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O projeto utilizá os gases gerados pelos rebanhos como matéria-prima para a produção da eletricidade
Um projeto inédito lançado pela Itaipu Binacional e o governo do Paraná no dia 09 de setembro permitirá que pequenos pecuaristas familiares tornem-se produtores de energia elétrica a partir do biogás gerado pelos seus animais.
O Condomínio de Agroenergia da Agricultura será instalado na bacia do rio Ajuricaba, no município de Marechal Cândido Rondon, e ajudará a criar energia limpa, gerar renda para os pequenos produtores e reduzir os impactos ambientais causados pela criação dos animais.
A princípio, o projeto abrangerá 41 propriedades - a maioria dedicada à criação de suínos e de bovinos de leite. A produção de energia se dará a partir do tratamento dos dejetos dos animais, que irá gerar o biogás. Esse material, por sua vez, será transportado dos biodigestores instalados nas propriedades até uma microcentral termelétrica, onde o gás funcionará como combustível para motogeradores, produzindo energia elétrica. A microcentral será operada pelos produtores em regime de condomínio.
Depois de produzida, a energia elétrica gerada será vendida à Copel e os ganhos dos agricultores com a venda ainda serão somadas à receita com o comércio de créditos de carbono, pelo chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), previsto no Protocolo de Kioto.

Além do biogás, o processo também irá gerar biofertilizantes, que poderão ser aplicados nas pastagens e lavouras/Foto: Laurel Fan
A razão desse “bônus” é o fato de o tratamento ambiental dos resíduos e dejetos evitar a emissão de gás metano, que é 21 vezes mais poluente que o gás carbônico. Para completar as vantagens do o processo, ele tem como subproduto um biofertilizante, que poderá ser utilizado nas pastagens e lavouras, aumentando a produtividade.
Viabilidade
“O projeto demonstra que as energias renováveis são viáveis mesmo para as pequenas propriedades. Com isso, o agricultor familiar tem novas perspectivas de renda, produzindo segundo critérios ambientalmente corretos. É uma experiência pioneira que acreditamos que pode ser levada para várias outras localidades do país”, afirmou Jorge Samek, diretor-geral brasileiro da Itaipu.
Para viabilizar o projeto, serão realizadas obras como instalações para a geração de energia (dutos para canalização de dejetos e do biogás e construção de biodigestores) e uma série de melhorias para atender a critérios de produção sustentável como a readequação de estábulos e de outras instalações que eventualmente se encontrarem dentro da área prevista para a reserva legal (junto à margem dos rios). A perspectiva de conclusão das obras e inicio da geração de energia é de janeiro de 2010.
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