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Procura por procedimentos médicos naturais cresce entre a população
Postado em Vida e Saúde em 05/01/2010 às 17h35
por Redação EcoD
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O estilo de arte marcial Tai Chi, adaptado a forma de meditação em movimento, é um dos procedimentos que vem crescendo entre a população / Foto: Darren
 

Boas notícias para quem é adepto a medicação alternativa: este ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) irá ampliar sua oferta de medicamentos fitoterápicos. Mais preocupados com a manutenção da saúde do corpo de uma maneira natural, os cidadãos aumentaram a procura por remédios extraídos de plantas medicinais e mostram a preferência por procedimentos médicos menos agressivos.

É o que atestam os dados do Ministério da Saúde. Os recentes números apresentados pelo ministério revelam o aumento de procedimentos de medicina não convencional, como acupuntura, homeopatia, plantas medicinais e fitoterapia, no Sistema Único de Saúde (SUS). De 2007 para 2008, as consultas de acupuntura, por exemplo, cresceram 122,7%, passando de 97.240 sessões para 216.616.

No caso das práticas corporais, que incluem tai chi chuan e lian gong, o crescimento foi de 358% nos últimos três anos, de acordo com o ministério.

Estimulo dos profissionais

A coordenadora da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), Carmen De Simoni, aponta três fatores para a expansão da medicina não convencional dentro da rede pública de saúde: a criação da política, em 2006, que incluiu procedimentos antes não existentes no SUS ou ainda pouco utilizados, a divulgação das práticas visando acabar com o estigma em relação à medicina não convencional e o incentivo aos profissionais para a adoção desses procedimentos.

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A ampliação de medicamentos alternativos também contribuiu com o aumento do uso de medicina alternativa / Foto: Daniel Vizeu

“Houve estímulo aos profissionais que já estavam no SUS, que são homeopatas e acupunturistas, a colocarem à disposição do sistema esse conhecimento”, disse a coordenadora à Agência Brasil.

Além disso, o governo federal aplicou recursos maciços na ampliação da medicina alternativa. Na homeopatia, o investimento saiu de R$ 611,3 mil, em 2000, para R$ 2,9 milhões, em 2008, incremento de cerca 383%. Em acupuntura, o desembolso teve aumento de aproximadamente 1.420% nesse mesmo período, de R$ 278 mil para R$ 3,9 milhões.

Para o presidente da Associação Brasileira de Acupuntura, que oferece cursos na área, Evaldo Martins, o baixo custo da técnica milenar chinesa, que usa agulhas, e a rápida recuperação do paciente contribuíram para a expansão da prática no SUS. O atendimento é feito, na maior parte dos casos, em postos de saúde e nos Núcleos de Saúde da Família por médicos especializados ou acupunturistas.

Plantas para dores

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Plantas como aroeira e espinheira santa estão entre os compostos dos medicamentos a serem distribuídos gratuitamente / Foto:Dinesh

Também neste ano, o SUS irá ampliar sua oferta de medicamentos fitoterápicos, extraídos de plantas medicinais. Com um total de oito medicamentos desse tipo, a rede pública disponibilizará remédios produzidos a partir da alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garra do diabo, isoflavona da soja e unha de gato. Eles são indicados para tratamento, respectivamente, de dores abdominais relativas ao fígado, problemas ginecológicos, prisão de ventre, dores lombares e artrose, alívio de sintomas e artrite reumatóide.

Há quatro anos, a população já encontra na rede pública de saúde remédios à base de espinheira santa – para gastrites e úlceras – e guaco – para tosse e gripes.

A distribuição do fitoterápico não é obrigatória, mas 13 estados já aderiram ao Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, de acordo com o Ministério da Saúde. Para ter o medicamento, o estado ou município deve solicitar o recurso ao ministério.

O cidadão tem acesso gratuito ao fitoterápico nos postos de saúde, desde que apresente receita médica.



Tags: Biodiversidade , Vida e Saúde
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