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O dia 22 de setembro é marcado pelas comemorações do Dia Mundial Sem Carro. O evento, que já é realizado em 1776 cidades espalhadas por todo o mundo, visa trazer à tona o debate sobre os danos causados pelo excesso de veículos nas cidades e as diferentes formas de evitar esse problema.
Para isso, são realizados passeios ciclísticos, manifestações, desafios, além de outras ações especiais que lembrem a todos a necessidade de fazer algo para diminuir a emissão de gases tóxicos, que vem causando sérios danos à saúde da população e ao meio ambiente.
Perigo
A situação, de fato, não é nada agradável. É sempre bom lembrar que os veículos automotores são responsáveis por 70% da poluição do ar nas grandes metrópoles. Entre gasolina, álcool e diesel, os veículos emitem substâncias como monóxido de carbono (CO), óxido de nitrogênio (Nox), hidrocarboneto (HC) e material particulado (MP).
Esses gases são os grandes vilões do efeito estufa e de doenças como bronquite, rinite e asma. Um estudo realizado pelo New England Journal of Medicine afirma que as crianças que crescem em áreas poluídas possuem uma probabilidade cinco vezes maior de terem o funcionamento dos pulmões prejudicados, aumentando o risco de doenças pulmonares, ataque cardíaco e morte.
Vale lembrar também que os acidentes de trânsito são responsáveis por 1 milhão de mortes todos os anos ao redor do mundo. Somente no Brasil, os acidentes matam 70 mil pessoas anualmente e já são a maior causa de morte entre adolescentes.
Os custos dessas tragédias também são altos. Em São Paulo, os acidentes custam 1,4 bilhão aos cofres públicos por ano. Isso sem falar na poluição sonora e no aumento dos níveis de estresse da população, como a paulistana, que convive com 111 km de congestionamento nas horas de pico, todos os dias.
Solução
A solução encontrada na França, e espalhada por mais de 40 países desde 1997, é a utilização de formas limpas de transporte, como a bicicleta, o transporte público e o próprio transporte a pé. Tudo como forma de diminuir a emissão de gases nocivos na atmosfera e melhorar a qualidade de vida dos habitantes das grandes cidades.
Desde a data, diversas organizações já realizam ações como passeios ciclísticos, encontros com políticos e personalidades, intervenções públicas, distribuição de panfletos, caminhadas, exibição de filmes, entre outros. Aqui no Brasil, a data é celebrada desde 2001, quando 11 cidades aderiram ao movimento. De lá para cá muita coisa aconteceu e hoje mais de 30 municípios celebram a data.
Desafio Intermodal
Uma das maneiras encontradas para alertar a população sobre o excesso de carros nas ruas foi a realização do Desafio Intermodal. Apesar do nome complicado, o desafio é bastante simples: um grupo de voluntários percorre o mesmo caminho no mesmo horário em diferentes meios de transporte. O objetivo é avaliar a maneira mais rápida, econômica e prática de se transporta de um local para outro.
O último desafio, realizado no dia 18/09, em São Paulo, surpreendeu muita gente ao mostrar que a bicicleta é o meio mais rápido para chegar ao seu destino durante o horário de pico. Em 36 minutos, a bike percorreu o mesmo percurso que outros meios de transporte como a moto (1h04'), o carro (1h51'), o ônibus (1h51'), o trem e o metrô (1h41').
Além de mais rápida, a bicicleta também faz bem à saúde, não exige nenhum custo e o melhor, poluição zero. Exemplo de que deixar o carro mais vezes na garagem faz bem não só ao bolso, mas também a sua saúde, à saúde das pessoas que moram na sua cidade e ao mundo onde vivemos.
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