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O governo do Amazonas oficializou a criação de seis unidades de conservação (UCs) na quinta-feira, 26 de março. Os centros de preservação da biodiversidade ficarão situados na área de influência da rodovia BR-319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM), considerada como um dos principais empreendimentos logísticos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Amazônia. A iniciativa visa amenizar os impactos sócio-ambientais decorrentes da pavimentação da estrada.
De acordo com informações da Agência Brasil, a construção de rodovias no meio da floresta costuma incentivar o desmatamento nas áreas mais próximas, com a abertura de estradas a partir de novas derrubadas. Só para se ter ideia, houve um desmatamento de aproximadamente 500% no entorno da BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), quando esta rodovia foi pavimentada.
Juntas, as unidades de conservação somam 2,3 milhões de hectares. Em 2008, cinco UCs federais também foram criadas na área de influência da rodovia. Ao todo, 28 unidades deverão compor o mosaico de proteção em torno da estrada. A criação das UCs inclui duas reservas de desenvolvimento sustentável, duas florestas estaduais, uma reserva extrativista e um parque estadual. Estes centros de preservação ambiental terão os seguintes nomes:
• Matupiri e Igapó-Açu (desenvolvimento sustentável);
• Canutama e Tapauá (florestas estaduais);
• Parque Estadual Matupiri;
• Reserva Extrativista Canutama.
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