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WWF, Greenpeace, IndyACT, Germanwatch, Fundação David Suzuki, Centro de Ecologia Nacional da Ucrânia e especialistas independentes de todo o mundo se uniram e apresentaram um documento para servir como referência ao acordo climático global que será realizado no final do ano em Copenhagen, Dinamarca. O Tratado do Clima de Copenhagen traz aspectos importantes para um acordo ético e justo, apontando diferenças entre países pobres e ricos e norteando seu conteúdo na sustentabilidade do planeta.
Descrevendo o caminho que o mundo deverá percorrer para evitar uma mudança climática catastrófica, o documento jurídico se divide em três partes: Protocolo de Kyoto atualizado, para reforçar as obrigações dos países industrializados; um novo Protocolo de Copenhagen que exija um compromisso jurídico dos Estados unidos e aponte caminhos para de uma economia de baixo carbono nos países em desenvolvimento, apoiados pelos países desenvolvidos; e um conjunto de decisões que estabeleça as bases de negociações para os próximos três anos.
O tratado reconhece que o aumento médio da temperatura global deve ser mantido bem abaixo dos 2 graus celsius, estabelece um limite máximo global sobre as emissões e detalha como países industrializados e em desenvolvimento podem contribuir para a segurança do planeta e de seus habitantes de acordo com suas possibilidades e responsabilidades. O documento propõe também que os países mais pobres e mais vulneráveis sejam protegidos e compensados, apresentando medidas que se enquadram a cada situação, levando em conta, propostas oficiais apresentadas pelos próprios países.

Redução das emissões de gases do efeito estufa estão entre as propostas do documento / Foto: Sxc.hu
"Ajuda para os pobres e vulneráveis lidarem com os impactos inevitáveis do clima é crucial. Sem um acordo forte e eficaz, em Copenhagen, em um futuro bem próximo nós teremos que destinar mais recursos para guerras por recursos naturais e para os refugiados do clima", disse Wael Hmaidan, da ONG IndyACT.
“O que está no centro deste tratado é a sustentabilidade do planeta, o modelo de desenvolvido econômico vigente e a vida de milhões de pessoas que sofrerão os impactos das mudanças climáticas e que poderão pagar com suas vidas pela falta de compromisso dos líderes mundiais”, afirma o diretor executivo do Greenpeace, Marcelo Furtado. “Esse tratado é exatamente o acordo que o mundo está esperando. O Brasil poderia liderar esse movimento, se comprometendo inclusive com meta de redução de emissões de 40%”, completou.
"Esta é a primeira vez na história que uma coalizão de grupos da sociedade civil dá um passo tão importante como esse. Juntos, produzimos o documento jurídico mais coerente até agora, mostrando soluções equilibradas e possíveis, baseadas na equidade e na ciência". É o que afirma Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, superintendente de Conservação de Programas Temáticos do WWF-Brasil, ONG que participou da construção do tratado.
Algumas propostas do tratado:
Veja também:
*Com informações do WWF
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