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Jeffrey Davis: "Diversão é sempre uma melhor motivação do que o medo"
Através do blog The Fun Times Guide to Living Green, Jeffrey Davis escreve sobre como a consciência ambiental pode ser divertida. O EcoD conversou com o americano sobre o seu amor destrutivo com a água, sobre sua raiva com a política ambiental e como curtir a vida de um jeito mais engraçado, sem deixar de lado o compromisso com a sustentabilidade.
EcoD - Você se considera engraçado?
Jeffrey – Não acho que sou engraçado. Sou tranquilo, sabe? Gosto de me divertir e sempre gosto de falar sobre coisas engraçadas, mas não acho que eu seja aquele cara divertido que todo grupo de amigos tem. Mas eu tento (risos).
Por que falar sobre diversão e sustentabilidade?
Eu falo sobre a diversão que é viver de forma verde por algumas razões. Adoro as pessoas que gostam de fazer coisas por passatempo e não para trabalhar, isso me motiva. Além disso, tem muitas pessoas por aí que gritam pela sustentabilidade e nem fazem nada pelo clima, ou pelo meio ambiente. Só criticam. Eu optei por olhar para quem faz alguma coisa, independente se o passo dado foi pequeno ou grande. Acho que é por isso que eu escrevo.
Como surgiu a ideia de fazer o blog?
A ideia do blog Living Green surgiu quando eu estava escrevendo um blog mais filosófico, pessoal mesmo. A Fun Times, que é uma rede de blogs, se aproximou de mim e disse que eles gostaram do meu estilo e estavam interessados em unir o meu trabalho a um blog deles. Como na época as únicas coisas que me interessavam eram malhar e a natureza, decidi topar o convite. Bom, daí surgiu a ideia de escrever sobre a vida verde de uma forma divertida, da forma como eu vejo o mundo.
Qual a coisa mais legal que você já escreveu no blog até hoje?
É difícil escolher, mas acho legal quando eu ouço sobre o caso de pessoas que mudaram pouco a pouco a forma como eles vivem lendo o meu blog. Eu acho que um monte de gente tomando pequenas medidas, vão mais longe do que algumas pessoas tomando grandes medidas.
Então você acredita que as pessoas podem mudar seus maus hábitos com a diversão?
Sim, eu acredito totalmente nisso. Não é tão difícil fazer as coisas quando você está se divertindo ao mesmo tempo. Um exemplo disso é quando nós tentamos, não nos damos bem, mas mesmo assim se estamos felizes tentamos de novo e de novo. Diversão é sempre uma melhor motivação do que o medo.
Você costuma usar a expressão: Because Eco-snobbery sucks (que em português quer dizer algo como: Os eco-esnobes são muito chatos). Além da política, qual a coisa mais chata em relação às causas ambientais?
Bom, a coisa mais chata além dos politicos? Pergunta difícil, porque para mim os políticos sempre serão a resposta para esse tipo de questão (risos). Eu acho que para a população em geral, provavelmente, a coisa mais chata deve ser este jargão de edifício verde. Pessoalmente, acredito na arquitetura, e gosto de ler sobre esse assunto, mas suponho que para a maioria das pessoas o avanço ininterrupto da Bioarquitetura e os grandes prédios seja uma coisa financeiramente chata (risos).
Você tem alguma atitude pouco sustentável na vida e que precisa mudar?
Ah, claro, as pessoas sempre tem que tentar viver de forma mais verde e isso não quer dizer que elas consigam cem por cento. Eu escrevi há um tempo no blog, admitindo que eu sou um destruidor de água.
Como assim?
Eu amo tudo sobre a água. Eu amo a natação, o som da água, a sensação da água em torno de mim, aquele sabor que você acredita que ela tem quando você está com sede, enfim: tudo. O problema é que eu amo tanto o som da água que tenho o mau hábito de deixar a água correndo ao escovar os dentes e ao lavar a louça: Simplesmente porque eu amo o barulhinho da água correndo. Eu sei que poderia parar de desperdiçar, mas é tão difícil.
Na sua página no Twitter você se intitula como uma pessoa que sabe aproveitar a vida. Tomar conta do meio ambiente é a melhor forma de curtir a vida?
Com toda a certeza é vivendo de um jeito verde que eu curto a minha vida. Mas, também, eu vivo de uma forma verde porque eu aproveito a minha vida, entende? É um ciclo: eu sempre estou em contato com a natureza então é esse amor que eu tenho a ela que me faz ter a consciência de que eu preciso preservá-la. Acho que é assim que as coisas funcionam.
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