Em 1989 surgiu na França um novo conceito em alimentação, o movimento Slow Food. Além da mudança na forma como produzem, preparam e ingerem a comida, os adeptos buscam ir de encontro ao ritmo frenético da vida atual. O movimento Slow Food ainda prega o fortalecimento da relação entre produtores, consumidores e meio ambiente, pois sabe que nossa escolha alimentar pode afetar o mundo em que vivemos.
Seu conceito é baseado na ecogastronomia. Dessa forma, todo alimento consumido segundo os critérios do Slow Food devem assegurar atenção e cuidado a três fatores: a preservação de sua origem e características culturais, a garantia da qualidade e do sabor do alimento e o cuidado com a biodiversidade e com o meio ambiente.
O Slow Food também apóia um novo modelo de agricultura, menos intensiva, mais saudável e sustentável. Sua base é o conhecimento e o trabalho das comunidades locais, o que garante o desenvolvimento das regiões mais pobres do nosso planeta de forma digna e sustentável.
Dentro desse contexto, um alimento deve ser bom, limpo e justo. Isso significa que ele deva ter, além do sabor agradável e do cultivo de forma sustentável, uma preocupação com os produtores e com o valor pago pela comida. Os adeptos do movimento acreditam que os produtores devem receber o que é justo pelo seu trabalho. Nessa filosofia, somos todos co-produtores e não meros consumidores, já que tendo informação sobre como o alimento é produzido e apoiando efetivamente os produtores, nos tornamos parceiros no processo de produção.
O Slow Food é uma organização internacional, mantida por seus associados e já criou e desenvolve uma série de ações e entidades estruturais que colaboram na implantação de seus projetos. Ao todo 80 mil associados de mais de 120 países apóiam e colaboram com suas ações social e ambientalmente corretas.
Prós e contras
Seus manifestos já percorreram o mundo e sua filosofia de vida conquista novos adeptos a cada dia. São pessoas que acreditam que a alimentação está além da mera ingestão de comidas, ela é um ritual que envolve um vasto processo produtivo, desde a plantação e cultivo dos alimentos até o lixo gerado pelos seus restos.
Porém nem só de adeptos vive o movimento. Por conta de suas características, a organização já ganhou muitos críticos. Eles alegam que este é um movimento elitista, que desencoraja maneiras alternativas e baratas de preparar alimentos. Em resposta, o Slow Food afirma trabalhar em prol da produção e consumo local. Isso tornaria o alimento mais barato, já que dependeriam de menos de transporte, tecnologia e produtos químicos para conservação dos alimentos.
Leia aqui o Manual do movimento Slow Food.