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Ministro da Educação quer estimular análise crítica dos estudantes
Postado em Educação em 17/03/2009 às 21h00
por Redação EcoD
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Para o ministro, a reprodução de conhecimento e a falta de estímulo à criticidade nos vestibulares federais prejudicam o desenvolvimento do país / Foto: sxc.hu

O ministro da educação, Fernando Haddad, mostrou-se insatisfeito com o atual processo seletivo nas universidades federais e pretende testar um novo modelo em 2010. Em entrevista à rádio BandNews nesta terça-feira, 17 de março, o ministro afirmou que os vestibulares não estimulam a análise critica dos estudantes.

Segundo Haddad, o atual sistema de seleção prioriza apenas a memorização e reflete negativamente no ensino médio do país. “O vestibular nos moldes de hoje produz efeitos deletérios sobre o currículo do ensino médio, que está cada vez mais voltado para a decoreba”, enfatizou.

“Se nós não alterarmos isso, sinalizando para o ensino médio que queremos outro tipo de formação, mais voltada para a solução de problemas, vamos continuar reproduzindo conhecimento que não ajuda o Brasil a se desenvolver”, concluiu Haddad.

O novo modelo proposto pelo ministro adotará o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como a avaliação da primeira fase, aproveitando os assuntos gerais da prova. Na segunda etapa, o conteúdo será específico, como já acontece, mas com perguntas que julguem a capacidade analítica dos estudantes.

Para o ministro, as provas da segunda fase deveriam ser iguais em todo o país, já que hoje cada instituição desenvolve o seu próprio exame. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) seria o responsável pela elaboração dos exames. Haddad acredita que isso ajudaria na expansão das universidades, possibilitando a migração de candidatos aos vestibulares de diferentes estados.

 



Tags: Educação , Universidades
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Ver Comentários (1)  imprimir  indicar

Capacidade crítica

Comentado por Alene Vanessa em 18/03/2009 18:27

Concordo com o ministro, não adianta nada ficar somente reproduzindo o conhecimento, o importante é gerar conhecimento e isso só é possível se tivermos capacidade crítica. Mas discordo quando ele diz que o problema está nos vestibulares. Na verdade o problema é mais inicial e começa desde a infância com um ensino que prioriza somente a cópia de textos e de idéias. Como é possível ensinar crianças e adolecentes a copiar e quando chegar na faculdade cobrar deles Capacidade crítica. A mudança deve acontecer no momento que a criança entra na escola.
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