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Da esq. para à dir.: Sonia Favaretto - superintendente de Sustentabilidade do Itaú Unibanco; Flavio Rufino Gazani, presidente da Abemc; e Paulo Corchaki, diretor de Gestão de Recursos do Itaú Unibanco/Foto: Divulgação
Um fundo de investimento inédito e vinculado a um índice de créditos de carbono, assim é o “Fundo Itaú Índice de Carbono”, iniciativa do Itaú Unibanco que busca aliar os negócios da empresa a uma ação capaz de contribuir para o combate às mudanças climáticas. A novidade foi lançada na segunda-feira, 28 de setembro, e se destina aos investidores com portfólio a partir de R$ 300 mil na instituição bancária.
O Fundo Itaú Índice de Carbono será atrelado ao desempenho dos créditos negociados e prevê rentabilidade superior à da renda fixa. O rendimento oriundo da iniciativa será baseado no Barclays Capital Global Carbon Index Excess Return Euro (BGCI), indicador mundial que monitora a performance dos créditos de carbono negociados no Emissions Trade Scheme (ETS) da União Europeia, e no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).
Com prazo de duração de dois anos e taxa de administração anual de 2% anuais (sem cobrança de taxa de performance), o Fundo Itaú Índice de Carbono terá suas primeiras operações estruturadas em 9 de novembro deste ano, sendo que o período de captação já está aberto, e segue disponível até 6 de novembro.

Créditos de carbono buscam a redução das emissões de gases poluentes/Foto: Señor Codo
“Além de ser uma alternativa de investimento vinculado ao mercado de créditos de carbono, o Fundo Itaú Índice de Carbono oferecerá aos investidores a oportunidade de obter rentabilidade superior a dos investimentos tradicionais de renda fixa”, afirmou Paulo Corchaki, diretor de Gestão de Recursos do Itaú Unibanco. Segundo ele, a iniciativa mostra que é possível aos bancos atuarem de forma efetiva no estímulo ao desenvolvimento do mercado de créditos de carbono.
“O setor financeiro responde por um percentual baixo de emissões diretas de CO2, quando comparado com outros setores. No entanto, ao incorporar produtos e critérios socioambientais em suas atividades, o segmento passa a atuar como um instrumento multiplicador de mudança” completou Corchaki.
MDL
O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é um instrumento de flexibilização estabelecido no artigo 12 do Protocolo de Kyoto, com o objetivo de ajudar os países desenvolvidos (Anexo I) a atingir suas metas de redução de emissão e promover o desenvolvimento sustentável nas nações em desenvolvimento. Segundo informação do Banco Mundial, o mercado global de créditos de carbono atingiu em 2008 o total de US$ 126,3 bilhões – o dobro do ano anterior.
A abertura do Fundo Itaú Índice de Carbono amplia o leque de produtos relacionados à preocupação do banco com o aquecimento global. Lançados em 2007, os Fundos Itaú Ecomudança também contribuem com o meio ambiente ao destinar 30% da taxa de administração para projetos de redução de emissão de carbono desenvolvidos por ONGs. Abertos a todos os investidores, os fundos estão disponíveis em dois formatos: Itaú DI Ecomudança e Itaú Renda Fixa Ecomudança.
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