
Segundo estimativa, a indústria química do Brasil emite 2% dos 8% de gases poluentes do setor industrial como um todo/Foto: swanksalot
A duas semanas do início da 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP-15), a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) anunciou a intenção de elaborar e disponibilizar para a sociedade um inventário das emissões de gases estufa do setor. A entidade pretende enviar um documento ao governo federal no qual se compromete a combater as mudanças climáticas.
“Queremos mostrar a nossa posição para a sociedade”, afirmou o presidente da Abiquim, Nelson Reis, ao destacar que o evento marcado para os dias 7 a 18 de dezembro, em Copenhague, não é o único objetivo do documento. No texto, a entidade que agrega 85% das indústrias químicas do país alerta para a importância do desenvolvimento de novas tecnologias cuja meta seja reduzir e até reverter o crescimento das emissões de gases de efeito estufa.
"Acreditamos que esta não deva ser uma obrigação brasileira e, sim, de todos os países, que exista a cooperação global", explicou o gerente de assuntos técnicos regulatórios da Abiquim, Marcelo Kos. "O Banco Mundial poderia fomentar estas novas tecnologias, criando uma linha de crédito especial para todos aqueles que queiram desenvolvê-las", ressaltou.
De acordo com Nelson Reis, falta um ranking para medir que tipo de indústria polui mais. "A indústria, em geral, é responsável por 8% das emissões. Estimamos que a indústria química emita aproximadamente 2% deste total, mas é impossível precisar quem polui mais ou quem polui menos, pois os estudos sobre o tema são inexistentes”.
Ainda segundo o documento, as empresas associadas conseguiram reduzir as emissões de poluentes em 32% entre os anos de 2003 a 2008. "É difícil propormos uma meta, pois já reduzimos muito. Mas se conseguirmos que as emissões diminuam em 5% nos próximos dez anos já é muito bom", projetou Marcelo Kos.
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