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Economista especializado em sustentabilidade, Jeffrey Sachs é presença confirmada no evento/Foto: FORES
Os desafios e oportunidades que enfrentam as regiões áridas e semiáridas do planeta começaram a ser discutidos nesta segunda-feira, 16 de agosto, na Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid+18), realizada em Fortaleza, capital do Ceará.
Durante a cerimônia de abertura do evento, o secretário executivo da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), Luc Gnacadja, promoveu o lançamento mundial da Década da ONU sobre Desertos e Combate à Desertificação.
Entre os palestrantes confirmados na Icid+18 está o economista Jeffrey Sachs, nomeado entre os 100 líderes mais influentes do mundo pela revista norte-americana Times, e autor de best-sellers como Common Wealth e The End of Poverty. O especialista ministra aula magna na quarta-feira, 18 de agosto, às 17h30.
Segundo a organização do evento, a conferência produzirá um volume intitulado Clima, Vulnerabilidade e Adaptação em Terras Áridas e Semiáridas, um sumário de políticas resumindo as principais conclusões e recomendações, um procedimento com os estudos preparatórios, relatórios de grupos de trabalho e a declaração da Icid.
Os processos e principais conclusões e recomendações também serão oferecidos como contribuição para apoiar a execução das Convenções das Nações Unidas sobre Biodiversidade, Mudança Climática e Desertificação, além de provavelmente ser apresentados na Rio+20, em 2012.
Alerta
No Brasil, onde mais de um milhão de quilômetros quadrados é afetado pela desertificação nos estados do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo, o custo das perdas de solo e de recursos hídricos chega a US$ 5 bilhões por ano, o equivalente a 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB), e afeta negativamente a vida de mais de 15 milhões de pessoas.
Caso a previsão mais pessimista se confirme (de que a temperatura do planeta subirá mais de 2 graus célsius até 2100), o país poderá perder até um terço de sua economia em razão deste fenômeno climático.
Na África Subsaariana, de 20% a 50% das terras estão degradadas, fator que atinge mais de 200 milhões de pessoas. A degradação do solo é também severa na Ásia e América Latina, onde mais de 357 milhões de hectares são afetados pela desertificação. Segundo dados da ONU, o fenômeno climático extremo atinge, atualmente, 2,6 bilhões de pessoas em todo o mundo.
A Icid+18 é organizada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) em parceria com os ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, Governo do Ceará e outras entidades governamentais e de pesquisa nacionais e internacionais.
O evento segue até sexta-feira (20) e pode ser assistido via internet, através do site da conferência.
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