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Instalação de parques não significa áreas mais verdes em São Paulo
Postado em Cidades Sustentáveis em 24/02/2010 às 14h00
por Redação EcoD
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 parque villa-lobos, em s� paulo. verde perde espa� para o concreto.
Parque Villa-Lobos, em São Paulo. Mais concreto do que verde/Foto: Eric Messa

Quando instalados em uma determinada cidade, os parques e praças significam um aumento da arborização do local, certo? Nem sempre. Ao menos foi o que mostrou uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo de segunda-feira, 22 de fevereiro, na qual ficou evidenciado que a criação de tais equipamentos públicos na maior metrópole do Brasil não tem significado, necessariamente, expansão das áreas verdes.

De acordo com a apuração da Folha, a relação entre as áreas verdes de parques e praças com a população do município (mais de 11 milhões de pessoas) caiu cerca de 8% nos últimos 15 anos.

Fatores como o crescimento populacional superior a demanda dos equipamentos públicos e a inadequação dos espaços inaugurados são considerados determinantes para o problema.

"No novo Parque do Povo, na Chácara Itaim, a cobertura vegetal diminuiu significamente depois da implementação da área de lazer pública", exemplificou à Folha Jörg Spangenberg, arquiteto e diretor técnico da ONG Floresta Urbana. Ele defende que os conceitos de "melhoria" e "modernização costumam ficar mais ligados ao concreto.

Resposta

Já o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, contestou a opinião de que a cor cinza é a que tem dado o tom nos parques paulistanos. "Só de 10% a 15% das áreas dos parques são impermeáveis. No parque do Povo, plantamos milhares de árvores, que vão dar retorno em 5 ou 10 anos".

A Secretaria do Verde pretende chegar a marca de 100 parques municipais até o ano de 2012. Atualmente, a cidade conta com 66 espaços públicos do gênero. Hoje, apenas 16% do território do município está recoberto por mata Atlântica original.

Sustentável

Diretora da SOS Mata Atlântica, a bióloga Márcia Hirota considerou os ganhos socioambientais com a construção dos parques e que esses espaços precisam ser mais valorizados. "Eles devem ser apropriados pela comunidade local. Eles são nossos, e não do governo."

Para Hirota, os os parques devem ser encarados como uma oportunidade de "negócio sustentável, com geração de renda para a comunidade".

Com informações da Folha de S.Paulo
 



Tags: Biodiversidade , Cidades Sustentáveis , Economia e Política , Vida e Saúde
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