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Felicidade: a auto-crítica tem que ser sadia / Foto: Ben Smith
Ansiedade e desconforto são alguns dos sentimentos que associamos a uma situação desgostosa pela qual passamos. Mas ao falarmos de auto-estima, características relacionadas à incomodo e desconforto podem estar relacionadas também a própria felicidade. Mas afinal, por que pessoas têm medo de ser feliz?
Insegurança. Segundo o psicólogo Marco Antônia de Tommaso, as pessoas com baixa auto-estima tendem a ser os próprios sabotadores de sua busca pela felicidade. Paradoxal ou não, o fato é que ser feliz parece proibido para essas pessoas por não se acharem merecedoras de algo positivo e até uma alegria duradoura.
“A felicidade parece incomodar, gerar ansiedade e desconforto. Parece evocar ecos do passado que dizem 'não mereço ser feliz'. Muitas vezes recorrem a culpa e a sensação de inferioridade. Diante da eminência do sucesso, é como se a pessoa se sentisse um impostor, passível de ser descoberto a qualquer momento”, afirma o psicoterapeuta.
Em seu artigo “Medo de Ser Feliz”, Tommaso destaca que a falta de coragem em assumir a felicidade faz com que em vez de questionar essas “vozes destrutivas” num diálogo interno as pessoas a tomem como verdade.
Devagar com a crítica
“O medo da felicidade não é consequência da incompetência, mas da má avaliação da própria competência. É como se, apesar de desejarem seus objetivos, tivessem uma sensação íntima de incapacidade. A voz interna do 'imerecimento' parece dizer: Você é um engodo!”, pontua o psicólogo.

Rever suas atitudes e tornar os erros um aprendizado: este pode ser o segredo / Foto: Sxc.hu
Segundo Marco, tais crenças acabam levando o indivíduo a empurrá-las para a vida, como se, em obediente resposta, ele se colocasse a mercê de tais “verdades”, fazendo com que muito de sua realidade seja desacreditada. Tommaso retifica: “Pessoas com baixa auto-estima se condenam com a autopunição e acabam provocando o insucesso, dessa forma sua ocorrência reforça as crenças subjacentes de incapacidade. A profecia inconsciente se realiza”.
É neste ponto em que as pessoas que conseguem atingir sua felicidade se diferenciam. Quem tem auto-estima adequada perseveram e aumentam as chances de sua vitória, tomando o insucesso como uma oportunidade de aprendizado.
Ou seja, aquela velha história de rever os seus conceitos, mudar alguns hábitos e reavaliar suas ações pode ser uma boa aposta para dar uma virada na vida.
Difícil? Mas não impossível. A jornalista e colunista do jornal Folha de São Paulo Danuza Leão vem com a dica : “Mas, como não há nada mais monótono do que a felicidade, é preciso arranjar pelo menos um problema, um pequeno problema para que a vida fique mais interessante. E isso é simples, basta pensar: e se sua felicidade acabar?”
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