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A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, durante discurso na COP-15/Foto: Henning Bagger/Scanpix)
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, anunciou nesta quinta-feira, 17 de dezembro, o apoio do país a um fundo de financiamento em longo prazo no valor de US$ 100 bilhões até 2020. O alvo dos recursos são as nações mais vulneráveis às mudanças climáticas.
Embora a participação norte-americana no mecanismo não tenha sido detalhada, a proposta foi bastante aplaudida pelo público presente no Bella Center, sede da 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP-15), em Copenhague (Dinamarca). Com a chegada do presidente Barack Obama nas próximas horas, a expectativa é a de que o país flexibilize outros pontos e se comprometa com um novo acordo climático.
O plano apresentado por Hillary Clinton entraria e operação em 2013, chegando a US$ 50 bilhões em 2015 e aos US$ 100 bilhões até 2020. Em uma entrevista coletiva concedida na quarta-feira, 16, o presidente da União Africana, Meles Zenawi, e o da União Europeia, Fredrik Reinfeldt, já haviam falado em verbas de US$ 100 bilhões até o final da próxima década para os países mais vulneráveis.
Desconfiança
Apesar de terem aplaudido o discurso de Hillary Clinton, representantes do Greenpeace lembraram que a secretária de Estado norte-americana sequer cogitou a possibilidade de a Casa Branca apresentar metas mais ousadas para a redução dos gases-estufa.
“As metas inadequadas de 3% até 2020 [em relação a 1990] e a contínua resistência a um acordo obrigatório com valor legal continuam como os principais entraves para um acordo bem-sucedido. Obama precisa trazer ambos quando chegar”, afirmou Martin Kaiser, consultor de política climática do Greenpeace.
Obama
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está sendo esperado em Copenhague na sexta-feira, 18, o último dia da COP-15. Ele telefonou para o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, na quarta-feira, 16, na tentativa de demonstrar esforço para impulsionar um resultado positivo na cúpula.
"O presidente Obama destacou ao presidente Lula a importância de os dois países continuarem trabalhando para conseguir um acordo concreto que signifique um verdadeiro progresso e determinar uma ação global para enfrentar a ameaça das mudanças climáticas", destacou a Casa Branca.
Com informações da BBC Brasil e G1
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