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Cana de açúcar corresponde a 16% do total da energia produzida no Brasil/Foto: VancityAllie
A visita de Gregory Ballard, prefeito da cidade norte-americana de Indianápolis, à sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), na segunda-feira, 27 de julho, teve um objetivo claro: o político da terra de Tio Sam veio ver de perto os fatores que fizeram do Brasil o segundo maior produtor de etanol do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (EUA). Ele vê esse biocombustível como um promissor aliado dos EUA para a redução das emissões de dióxido de carbono (CO2).
Ballard conheceu as iniciativas no campo da pesquisa científica e tecnológica que levaram o Brasil a se tornar o primeiro país a ter um recurso renovável (a cana de açúcar), como segunda principal fonte de energia do país. A planta é responsável por 16% de toda a produção energética brasileira. O prefeito de Indianápolis afirmou que o pioneirismo brasileiro quanto ao uso de biocombustíveis em larga escala é um exemplo a ser seguido.

Brasil investe em pesquisas científicas e técnicas sobre o etanol/Foto: freddthompson
“Indianápolis tem um centro emergente para energias renováveis e nos interessa muito saber como o Brasil tem feito para se destacar nesse setor. E São Paulo é um ator muito importante no sucesso brasileiro no uso de bioenergia a partir do etanol”, destacou Ballard, à Agência Fapesp. A afirmação dele tem sentido, já que o maior estado brasileiro responde por mais da metade da produção de etanol de todo o país.
Parceria
O prefeito de Indianápolis se mostrou receptivo sobre a possibilidade de inserir o uso do etanol brasileiro na capital do estado de Indiana. “Queremos combinar os esforços acadêmicos e industriais como foi feito no Brasil e tentar adaptar esse processo em Indianápolis, a fim de, como vocês, aprender a usar os recursos naturais para desenvolver o país com menos impacto para o meio ambiente. Ao mesmo tempo, estudamos como ampliar o uso do etanol brasileiro”, adiantou.
De acordo com Ballard, parte dos 420 mil litros de combustível usados anualmente na Fórmula Indy, famosa competição automobilística realizada em Indianápolis, consiste em etanol fornecido pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), sediada em Ribeirão Preto (SP).
Segundo Brito Cruz, o etanol de cana-de-açúcar feito no Brasil não concorreria com uma eventual produção de etanol celulósico. “Só optamos pelo etanol da cana-de-açúcar porque ele atualmente é mais fácil de produzir. A produção de cana-de-açúcar do estado de São Paulo disponibiliza imensas quantidades de celulose, que está na palha da cana. São alternativas complementares”, explicou.
*Com informações da Agência Fapesp
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