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Amostra de mandioca açucarada, ideal para a produção de etanol/Foto: José Cruz/Arquivo ABr
O processo de fermentação e destilação tanto da cana-de-açúcar, como da mandioca, são bem similares. As únicas diferença estão na etapa de sacarificação e moagem, justamente quando o amido é transformado em açúcar. Por essa razão, a obtenção de biocombustível a partir da mandioca, poderá ser feita também pelas usinas de cana-de-açúcar, segundo informou a Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam).
“A mandioca permite uma maior liberdade para a definição da época de colheita, que pode chegar a até 30 meses após o plantio. A vantagem é que enquanto ela não é colhida continua crescendo. E, com ela, os lucros”, explicou Antônio Donizetti Fadel, vice-presidente da Abam, em entrevista ao repórter Pedro Peduzzi, da Agência Brasil.
De acordo com ele, além da vantagem ambiental, até porque a mandioca e a cana produziriam etanol em uma única usina, em vez de duas, há a possibilidade de se postergar a colheita da raiz para tornar o produto mais atraente para os usineiros, durante as entre-safras da cana.
Ele destacou que, a média anual de produtividade da mandioca é de 25 toneladas por hectare.“Mas, com 24 meses é possível chegarmos a 40 toneladas por hectare”, assegurou o vice-presidente da Aban.
*Com informações da Agência Brasil
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