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Energia renovável e quase ilimitada, o pellets não emite grandes quantidades de gases tóxicos, como outros combustíveis fósseis/Foto: thingermejig
Um estudo desenvolvido por um pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) comprovou a viabilidade da produção nacional e da exportação do pellets. Esse tipo de biocombustível sólido é feito a partir dos resíduos da madeira gerados pela atividade florestal.
O responsável pelo projeto, o engenheiro florestal Diego Machado Carrion Serrano afirma que o pellets já é bastante difundido em países da Europa como Itália, Dinamarca, Alemanha, Suécia, Holanda e Bélgica. Utilizado no aquecimento residencial ou em termelétricas como forma de diminuir a emissão de gases de efeito estufa, a substância faz parte de um mercado novo e em ascensão. “O Brasil pode obter um ganho econômico neste cenário com a produção e exportação do pellets”, acredita o engenheiro.
Ele defendeu a criação de mecanismos que aproveitem as oportunidades que estão surgindo no mercado europeu. “Pela lógica, países tropicais são mais competitivos na atividade florestal devido ao clima. Na Finlândia ou Suécia – países também com forte segmento florestal – os ciclos de colheita florestal ultrapassam os 60 anos, enquanto no Brasil, para o caso das coníferas ou pinus, gira em torno de 12 anos”, diz.
Os cálculos feitos por Serrano apontam para menores custos com a matéria prima e grandes oportunidades para o Brasil, ainda que o mercado esteja em recessão. “Mesmo com a queda no preço do pellets, a valorização do euro, bem como a queda nos custos do frete marítimo devido à desaceleração das exportações, compensaram o cenário de exportação do produto. Na verdade o que se observou foi um aumento significativo na rentabilidade do empreendimento, que já se mostrava viável antes desse novo cenário econômico”, argumenta Serrano.
As regiões Norte e Sul seriam as mais propícias à produção da matéria prima, que poderia ser utilizada como fonte alternativa aos combustíveis fósseis ou mesmo em substituição aos resíduos florestais não beneficiados usados atualmente em estado bruto.
Segundo o engenheiro, o pellets é pouco conhecido no Brasil e não há incentivos para a sua adoção como alternativa energética. Ele acredita que uma das justificativas seja a falta de metas para a redução de emissão dos gases de efeito estufa, além é claro, do clima menos rigoroso, o que reduz a necessidade de calefação nas residências.
Com informações do Portal Unicamp
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