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Evidências mostram que os 700 metros superiores dos oceanos estão mais quentes, em média, 0,16 grau Celsius/Foto: Michael @ NW Lens
Os oceanos estão mais quentes e indicam uma maior incidência do aquecimento global, segundo um dos mais amplos estudos já realizados sobre a temperatura marítima nas duas últimas décadas, publicado na revista Nature.
Os cientistas demonstram preocupação, pois os oceanos têm papel importante no que diz respeito a mitigação do aquecimento global, uma vez que possuem capacidade de armazenar calor mil vezes maior do que a da atmosfera.
De acordo com os pesquisadores, os 700 metros superiores dos oceanos ficaram mais aquecidos, em média, 0,16ºC, entre 1993 e 2008 - elevação que ocorre mais rapidamente do que a prevista pelo último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
Quando o assunto é o aquecimento global, as análises da temperatura dos mares costumam ser mais precisas e confiáveis do que as medidas feitas em terra, que sofrem considerável variabilidade devido à influência do tempo e desenvolvimento urbano.
Segundo o cientista da Associação Nacional Atmosférica e Oceânica (NOAA, na sigla em inglês), John Lyman, os dados obtidos apontam para um período de grande aquecimento da superfície do oceano. O pesquisador liderou a pesquisa.
Caso esquentem demais, os mares perdem a capacidade de absorver o dióxido de carbono (CO2) extra que é emitido em razão da queima de combustíveis fósseis. Quando a água aquecida ela se expande, o que aumenta os níveis do oceano.
"Há um robusto aquecimento na superfície global dos mares", destacou Kevin Trenberth, do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica. Para Peter Challenor, o estudo acaba com muitas dúvidas a respeito do assunto. "O aquecimento é real", alertou.
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