
O tijolo é 20% mais leve e mais resistente que os tradicionais, feito de argila/Fotos: Divulgação
Depois das fezes de elefante, é a vez do esterco de vaca ser utilizado para uma causa nobre. A novidade ficou por conta dos estudantes da Prasetiya Mulya Business School, na Indonésia. Eles desenvolveram o EcoFaeBrick, um tipo de tijolos de alta qualidade e com baixo custo feito com a inusitada matéria-prima.
O grupo faturou o prêmio de US$ 25 mil oferecido pela Universidade da Califórnia durante a Competição Berkeley's Global Social Venture. Desenvolvido em uma região onde a criação de gado é algo tradicional, o tijolo é 20% mais leve e mais resistente do que os feitos de argila.
Além disso, a utilização de esterco evita os danos causados pelas escavações em busca da matéria-prima tradicional. Segundo os estudantes, a utilização desse produto alternativo pode poupar até 53 hectares de terras produtivas.

O material tem um alto potencial de produção, inclusive no Brasil.
O produto é feito com 75% de esterco bovino assado através de um processo de queima com biogás. Isso gera uma redução de 1.692 toneladas de CO2 por ano, emissão comum nos processos tradicionais, que envolvem a queima do carvão. Os responsáveis ainda afirmam que o projeto conta com a participação de fazendeiros locais e ajuda a aumentar em até 53% da renda média desses trabalhadores.

Os estudantes que desenvolveram o produto ganharam a Competição Berkeley's Global Social Venture, da Universidade da Califórnia.
A ideia é simples e pode ser difundida em todo o mundo, e é exatamente isso que querem os criadores do EcoFaeBrick. Diversos países já foram identificados como locais com alto potencial de produção desse tipo de tijolo, inclusive o Brasil.
Pode até parecer um pouco nojento, mas o projeto consegue unir preservação ambiental, responsabilidade social e utilidade prática em um só produto. Resta saber se o cheiro da matéria-prima permanece até a fase final da obra.
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