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O auditório da Usina Gasômetro ficou lotado para o debate sobre a conjuntura ambiental / Foto: Murilo Gitel - Redação EcoD
Para onde vamos quando o assunto é o meio ambiente do nosso planeta? É na tentativa de responder a esta questão que especialistas discutiram a conjuntura ambiental nesta terça-feira, 28 de janeiro, em Porto Alegre, durante as atividades do Fórum Social Mundial (FSM).
Participaram da mesa Roberto Espinoza (Fórum Crise de Civilização – Peru), Nicola Bullard (Focus on the Global South – Tailândia), Gilmar Mauro (MST – Brasil), Isaura Conti (MMC – Brasil) e Hildebrando Galeano (Amigos de la Tierra – Colômbia). A coordenação ficou por conta do professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Moacir Gadotti.
Além de discutirem a atual situação do meio ambiente no planeta e projetar os rumos para essa área em específico, os palestrantes aproveitaram para lembrar do fracasso da 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP-15), realizada em dezembro de 2009, na Dinamarca. Na ocasião, os líderes mundiais não chegaram a um consenso capaz de estabelecer um novo acordo climático global.
“Depois do IPCC, essa questão [ambiental] ficou muito mais visível. E também depois da ‘palhaçada’ que nós vimos na COP-15, quando os governos dos países mais ricos não se comprometeram com o mundo, basicamente por questões econômicas. É muito relevante que nós, aqui neste fórum, discutamos isso”, afirmou Moacir Gadotti.
Povos indígenas do Peru
Em tom semelhante, Roberto Espinoza destacou a resistência dos povos indígenas do Peru, país representado por ele, além de lamentar que o conceito de desenvolvimento sustentável ainda esteja longe de ser compreendido pelas grandes potências. “O fracasso da COP-15 também deixa explícito o fracasso das Nações Unidas por completo”, enfatizou Espinoza. Em seguida, o peruano acrescentou: “Colocam os problemas essencialmente financeiros acima da questão ambiental. E a catástrofe aí está”.
Isaura Conti, por sua vez, procurou mostrar a importância do Movimento Mulheres Camponesas (do qual ela é dirigente) em relação a sustentabilidade ambiental. Ela lembrou das terras ocupadas pela monocultura de árvores na região de Encruzilhada (RS) e alertou para o problema da degradação das florestas. Ao criticar o excesso de atenção a crise econômica mundial, Gilmar Mauro encerrou sua participação na mesa ao afirmar que “a crise ambiental é a grande crise da atual civilização”.
Conjunturas
Ainda nesta terça-feira, as conjunturas econômica, social e política serão discutidas na capital gaúcha. A primeira vai ser realizada na Assembleia Legislativa e terá as participações de David Harley, da City University of New York (EUA), Paul Singer (FEA/USP – Brasil), Susan George (Attac – França) e Arthur Santos (CUT – Brasil).
Já a segunda conjuntura, prevista para o Armazém 7 do Cais do Porto, terá como destaque as presenças de Emir Sader (Clacso – Brasil) e de Mohamed Soubhi (Forum dês Alternatives du Maroc). A terceira e derradeira temática, programada para o Armazém 6, contará com as participações de Samir Amin (Forum Mondial des Alternatives – Egito) e Jamal Juma (Palestinian Grassroots Anti-Apartheid Wall Campaign – Palestina).
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