Além de defender a linha educacional de uma instituição e garantir o compromisso com a qualidade do ensino, o diretor de uma escola também deve ser o responsável por promover mudanças ecoeficientes no espaço, na educação dos seus alunos e na conduta de seus profissionais. Para isso, a adoção de algumas ações e metas pode ser uma boa, e viável, solução.
Para ajudar, o portal EcoD separou algumas ideias de como os dirigentes de instituições educacionais podem transformar a escola em um lugar de consciência e respeito ao planeta.

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Para começar, não tem jeito, é preciso ir do básico. Na base da pirâmide de uma escola sustentável está, obviamente, a educação. Promover diálogos, conversas, rodas de discussão e semanas temáticas que abordem assuntos relacionados aos conceitos e práticas sustentáveis é necessário para que, mais do que repetir ações, as crianças, profissionais e pais tenham verdadeiros hábitos responsáveis e conscientes em sua vida.

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A reciclagem em uma escola deve ser uma prioridade. É fácil distribuir pelo espaço lixeiras identificadas de acordo com as cores da coleta seletiva, difícil é educar todos a participar do movimento. Para que dê certo, é preciso de muita motivação por parte da escola e um esforço de todos - pais, professores e funcionários. Afinal, os resíduos que chegam até a escola também têm origem na casa de cada estudante, como as embalagens dos lanches.
Gincanas da reciclagem ou pequenas competições entre turmas podem servir de estímulo para os alunos e ajudar na separação do lixo.
Na hora do descarte, a escola também pode reaproveitar boa parte dos materiais que foram descartados em boa condição, como o papel e o plástico. Que tal elaborar trabalhos com papel reciclado e construção de brinquedos com embalagens usadas?

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Na hora de abastecer as salas com brinquedos, lápis e demais matérias escolares, pense bem em três importantes características que devem compor cada um deles: durabilidade, produção e qualidade. Por que? A atenção com o tempo de uso e a qualidade do produto é importante para saber se o seu investimento está sendo bem empregado, e o cuidado com a produção daquele material é necessário para que você tenha certeza de que ele está dentro de critérios de responsabilidade social e ambiental.
- Tenha um espaço para o verde

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A criação de um jardim ou uma espécie de quintal no terreno da escola é uma ótima pedida para integrar o aprendizado com a experiência. Um espaço com muito verde, grama, flores e árvores pode ser uma forte ponte entre as crianças e o mundo natural, já que pelo menos seis horas de sua rotina diária serão passadas dentro da escola.
Além da flora, a fauna também deve estar presente, como coelhos, tartarugas, por exemplo. Pesquisas mostram que a interação de crianças com os bichos ajuda a promover um desenvolvimento emocional sadio, além de ser bastante divertido e estimulante para a garotada – vale lembrar que os bichos devem ter o acompanhamento de um profissional e estarem ambientalmente seguros para viver em um ambiente com crianças.

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Escolas que têm refeitórios ou lanchonetes sabem que a taxa de desperdício é bem grande. Voltando a política de “zero resíduos”, pode ser bom lembrar de uma opção menos comum, mas muito importante: a compostagem. A construção de uma composteira é mais fácil do que se pensa, e a manutenção do ambiente de decomposição mais simples do que se imagina (veja o Manual da Compostagem).
Mesmo valendo apenas para sobras de alimentos que não tenham sido cozidos, a adoção de uma composteira pode ser muito eficiente se o local de distribuição for o mesmo de produção, possibilitando as cascas de frutas ou legumes um destino mais eficiente.
- Procure apoio de líderes, organizações e da comunidade

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Outra palavra que não pode ser tirada de vista: comunidade. Como parte integrante de um coletivo, a escola precisa estar integrada ao que acontece em sua cidade. Identificando os líderes do governo local, grupos, organizações ou instituições que possam oferecer uma parceria de responsabilidade social, ambiental e também educacional, certamente a escola estará criando uma cadeia de desenvolvimento, tanto para ela, como para a comunidade na qual está inserida.
Atenta também ao que acontece em um maior raio de distância, a instituição educacional precisa estar “por dentro” dos fatos no mundo, e procurar envolver em seus projetos iniciativas globais. Bons exemplos são os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a Carta da Terra, assim como campanhas de apoio a conservação dos recursos naturais.