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EcoD: Como funciona a ação dos microorganismos eficazes e por que eles são capazes de promover tantos benefícios?
Cid Simões: Os microorganismos contidos no EM® são bem conhecidos por nós, e estes são as bactérias acido-láticas (usadas na elaboração de iogurte, queijos, etc.) e as leveduras (usadas para pães, cervejas, vinhos, etc.). A grande revolução está em que antes, estes microorganismos eram usados apenas na indústria alimentícia, e agora nós encontramos muitas outras utilidades para eles.
Assim como nos processos de fermentação conhecidos, o EM® acelera a quebra de compostos como as proteínas, açúcares, gorduras e fibras, promovendo a rápida decomposição saudável da matéria orgânica. Além disso, o EM® ainda trabalha em duas vias primárias:
a) por exclusão competitiva de outros microorganismos que são nocivos
b) pela produção de subprodutos benéficos que promovem a saúde do meio ambiente como enzimas, ácidos orgânicos, aminoácidos e antioxidantes, eis porque a fama do iogurte como sendo bom para a saúde.
O EM® é facultativo, o que permite estender seus benefícios a ambientes anaeróbicos e aeróbicos. O conceito da aplicabilidade dos microorganismos eficazes está em restaurar o equilíbrio da microflora em diversos meios, atuando especificamente sobre a matéria orgânica.
Me explico: Naturalmente, toda matéria orgânica pode ser decomposta por duas vias, pela via oxidada (com oxigênio) e pela via fermentada (sem oxigênio). Pela condições naturais do ambiente, excesso de oxigênio, a via mais comum é a oxidada, entretanto, nesta via predominam os microorganismos oxidantes, que ao digerirem a matéria orgânica produzem substâncias tóxicas e gases nocivos e fétidos (H2S, CH4, entre outros).
Por outro lado, quando a decomposição se dá pela via fermentada, a mesma dos produtos alimentícios, e a mesma via fomentada pela Tecnologia EM™, a decomposição, além de ser 10 vezes mais rápida, o resultado é a produção de substâncias benéficas. Assim, quando se decompõe a matéria orgânica com EM™ não há mau cheiro nem contaminantes, e a matéria orgânica ajuda a revitalizar o meio ambiente pela presença destas substâncias revitalizadoras, principalmente antioxidantes.
Em um ambiente estável, “sem problemas”, a população de microorganismos funciona como se estivessem em uma balança. Dez por centro destes microorganismos são nocivos, 10% benéficos e 80% são neutros ou facultativos, ou seja, estes últimos podem ser bons ou ruins, podem ser oxidantes ou fermentativos. Este grupo de neutros é o mais importante de todos eles, pois além de ser a maioria, também podem ser influenciados pelos nocivos ou benéficos.
Esta balança funciona e está presente em todas as partes, desde o estômago dos seres humanos e animais, no solo, num vaso de planta, num rio ou lago contaminado até na água que bebemos todos os dias.
Quando ocorre uma adversidade natural ou provocada por nós mesmos (excesso de lixo na água, contaminação do solo), este desequilíbrio favorece os microorganismos nocivos, que ao se proliferarem induzem o grande grupo dos neutros a segui-los, e a balança pende para o lado oxidativo.
Quando o desequilíbrio se instala, o ambiente fica doente, há mau cheiro, há produção dos gases nocivos, há produção de substâncias tóxicas, tudo adoece. Um bom exemplo disso é quando comemos uma comida estragada e no outro dia estamos doentes do estômago. Isso significa que nossa balança interna está favorecendo os microorganismos nocivos.
Então a Tecnologia EM™ nada mais é do que induzir o grande grupo de microorganismos neutros a atuarem como microorganismos benéficos. Quando aplicamos o EM™ no meio ambiente, e até mesmo no estômago de um animal, e eles começam a dominar, eles induzem os microorganismos neutros para o lado benéfico.
Quais são os usos e aplicações do EM?
Onde há matéria orgânica, podemos usar os microorganismos eficazes do EM®, desde a limpeza de nossa casa, da eliminação do mau cheiro de banheiros às caixas de gordura, na agricultura, na pecuária em geral, mais principalmente para despoluição de rios e lagos e para o tratamento de esgotos. Hoje em todas as áreas que atuamos, a tecnologia tem sido muito bem sucedida.
Onde o produto já é usado no mundo?
Hoje já é usado em mais de 150 países, sendo o mais avançado o Japão, que inclusive já usa o produto para limpeza de hospitais e para tratamento de doenças crônicas e sem curas.
Existem riscos envolvidos ou contra-indicações no uso do produto?
Não, nenhum. São todos microorganismos naturais e já estão presentes em nosso estômago e no dos animais, no solo, na água. Estão por todas as partes. Entretanto, em tão baixas concentrações que não conseguem ser percebidos.
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Como o EM ajuda no tratamento de efluentes e esgotos?
Uma das grandes vantagens da Tecnologia EM™ é o uso das fontes primárias de contaminação como meio de ativação/multiplicação dos microorganismos benéficos que realizam a descontaminação do corpo de água ou de um efluente. Esta é a principal metodologia da tecnologia. O fato de poder usar a própria “contaminação com meio de descontaminação” resolve diversos problemas, principalmente o baixo nível de investimentos requeridos.
Isso é possível devido a que os microorganismos do EM•1® são altamente eficientes na decomposição e transformação da matéria orgânica. Assumir que a matéria orgânica (esgoto) é o poluente é errôneo, pois a matéria orgânica, do ponto de vista biológico, nada mais é do que fonte de energia e alimento para microorganismos. Então, o que é realmente importante observar é quais os microorganismos estão se alimentando desta matéria orgânica e o que eles estão consumindo e produzindo.
Uma maneira simples de ver este conceito é comparar o leite ao esgoto. Por exemplo, se o leite for digerido por Lactobacillus, este leite se transforma em iogurte. Entretanto, se este mesmo leite for digerido por Stretopcoccus, quem consumi-lo ficará doente e poderá até vir a falecer. Então a matéria orgânica do esgoto é a mesma coisa que um leite, se for digerida por microorganismos nocivos ela será contaminante, se for digerida por microorganismos benéficos, ela será saudável.
Partindo do conceito que, inicialmente, a matéria orgânica não é a contaminante e sim os microorganismos, resta observar os impactos no processo de transformação desta matéria orgânica, e isso está diretamente relacionado à DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio, principal índice para medir poluição hídrica). Assumir que o índice de DBO mede o impacto de contaminação também é errôneo, isso por que ele somente será um índice de contaminação se os microorganismos que consumir esta DBO utilizarem o oxigênio disponível no sistema.
Se não há consumo de oxigênio, a matéria orgânica não contamina. Todos nós sabemos que Lactobacillus e Leveduras são microorganismos anaeróbicos facultativos, então ao digerirem a matéria orgânica não consomem oxigênio. Por outro lado, os microorganismos benéficos ao digerirem a matéria orgânica (faz-se referência a iogurtes, vinhos, pães, conservas, etc.) produzem como resíduos apenas substâncias inertes e naturais (CO, O2, N2 e energia - calor) e substâncias bioativas benéficas como enzimas, aminoácidos, antioxidantes (eis a fama dos iogurtes) que ajudam a revitalizar o meio aquático. Enquanto que os microorganismos nocivos produzem substâncias tóxicas e fétidas como gás sulfídrico, metano, mercaptano, e consume oxigênio para digerir a matéria orgânica.
Então é fácil imaginar os resultados num tratamento de esgotos e efluentes. Quando se usa o EM, se elimina o mau cheiro, se elimina naturalmente os coliformes, e o pouco de matéria orgânica que sai do sistema já não contamina e sim descontamina. O "esgoto" ou "efluente" pode ser reusado ou usado para descontaminar.
É importante que as pessoas entendam que o conceito do tratamento eficiente não se baseia na quantidade e sim na qualidade. Todas as empresas que tratam esgoto já sabem que é praticamente inviável ter um esgoto 100% tratado, e quando isso é possível os custos envolvidos são proibitivos. Os parâmetros de DBO são ilógicos, por exemplo, no tratamento de esgoto de uma cidade como São Paulo. Mesmo que a eficiência seja de 99% de tratamento, este 1% que resta ainda contamina, pois o volume de esgoto é muito grande. Agora imagine todo o Brasil.
Ele poderia ser usado para reestruturar ambientes em casos de desastres naturais, como ocorreu com o tsunami na Ásia e o furacão Katrina nos Estados Unidos?
O EM foi usado em ambos, tanto para o tsunami que assolou a Ásia quanto para o Katrina, assim como está sendo usado para o terremoto no Chile. Em todos eles, doamos o EM.
O EM pode substituir outros produtos, como agrotóxicos, desinfetantes, adubos, cloro, etc?
Sim, com toda certeza. Por exemplo, se os desinfetantes realmente funcionassem ninguém teria problema de maus odores em seus banheiros e nenhum rio estaria contaminado com coliformes fecais.
Os desinfetantes deveriam matar todos os microorganismos, porém não mata, eles já ficaram resistentes, inclusive ao cloro. É interessante, quando você usa o EM no banheiro de sua casa os maus odores desaparecem, a tubulação limpa naturalmente e esse efeito segue por toda a cadeia. Se todo mundo usasse o EM em suas casas, ao invés de desinfetantes, poderíamos descontaminar todos os nossos rios e lagos. Já temos como comprovar tudo isso com resultados gerados pelas próprias empresas que tratam esgoto.
No caso dos agrotóxicos, se pode substituir plenamente. Já temos produtores de tomates, pimentão, alface que já aboliram o usam de fungicidas e só usam o EM, e o que é melhor, o custo de produção deles caiu pela metade. É muito simples, exclusão competitiva. Os microorganismos eficazes ocupam o lugar dos microorganismos que provocam doenças. É importante lembrar, não estamos matando ninguém, muito menos mudando a microflora presente, estamos apenas fomentando um equilíbrio para o lado do bem. Todos os microorganismos já estão lá, porém as concentrações é que mudam.
No caso dos adubos também, como os microorganismos são altamente eficientes em transformar a matéria orgânica, eles são capazes de nutrir melhor as plantas através de aminoácidos e ácidos orgânicos, e a dependência de fertilizantes é cada vez menor com o passar do tempo. Os resultados são incríveis e a diferença de uma planta produzida com EM é muito grande.
Como é feita a aplicação e por que a dosagem diminui em alguns casos com o passar do tempo?
A dosagem é justamente feita para buscar o equilíbrio da microflora e induzir os microorganismos neutros/facultativos. E é justamente por isso que em todos os casos a dosagem diminui com o passar do tempo. Uma vez equilibrado, é muito difícil reverter-lo, então fazemos apenas aplicações para manter o nível de equilíbrio dos microorganismos.
Por que esse produto é considerado sustentável?
Muito simples: é totalmente natural, de baixíssimo custo e contribui com a saúde do meio ambiente. Qualquer um pode usar. Geralmente não gostamos de chamar de "produto" e sim de "tecnologia" porque o que passamos para as pessoas é mais que tudo "informação".
Como se produz os microorganismos eficazes e por que é necessário “ativá-los”?
Os microorganismos são produzidos com melaço de cana e água, muito simples e natural, porém há segredos para se fazer isso, os quais não podemos revelar. Um dos motivos do processo de ativação é para reduzir custos e logística (usar menos plástico e papel e consumir menos petróleo). No processo de ativação, o EM-1 rende 20 vezes mais. Ou seja, com 1 litro se faz 20 litros de EM-1-Ativado para usar. Por exemplo, se você precisar de 100 L do EM-1 para usar, lhe enviamos apenas 5 L e você prepara facilmente seus 100 L. A economia é enorme e ainda estamos reduzindo também impactos ambientais.
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Como o EM começou a ser usado intencionalmente pelo homem?
Não há registros específicos. Eles são usados há muitos e muitos anos pelos seres humanos. Um dos mais famosos é o caso dos egípcios e árabes que usavam o Lactobacillus acidofillus para fazer conserva de vegetais, tipo picles e azeitona, e para conservar o leite através da "coalhada". O L. acidofillus era colhido da vagina das mulheres virgens e cultivado nos próprios alimentos. E até hoje este microorganismo está presente nas mulheres e também continua sendo usado na indústria alimentícia, porém não da mesma forma é claro! O L. acidofillus é um grande produtor de antibióticos naturais, daí a importância de sua presença na vagina das mulheres, é uma defesa natural para a mulher e para o bebê no momento do parto. A natureza realmente é perfeita!
A Ambiem possui o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia. Como funciona esse apoio?
O Ministério da Ciência e Tecnologia acredita no potencial dos microorganismos eficazes e nos está ajudando a difundir a tecnologia e a buscar novas aplicações.
Quanto custa o EM e onde é feita sua distribuição?
É importante que as pessoas saibam que a nível mundial somos uma grande ONG e não uma empresa. O EM é fabricado na Bahia e pode ser enviado diretamente de nossa fábrica para todo o Brasil. O litro custa R$ 1,00. Com 1 L, você pode limpar toda a sua casa por mais de 1 mês, pode tratar 10.000 L de água, pode revitalizar 1 tonelada de solo, pode cuidar de mais de 300m2 de granja ou de um pomar, enfim, o custo é expressivamente baixo, e todo mundo pode ter acesso ao EM.
Vocês afirmam que o EM não é tóxico, mas alertam para não deixá-lo ao alcance de crianças e animais. Quais os riscos envolvidos?
Nenhum. É apenas para cumprir regras de rotulagem e legislação.
Como os cientistas se posicionam com relação às aplicações do EM?
Temos uma vasta base de dados com documentos científicos, porém a maioria de cientistas do Oriente. Para o Ocidente, temos poucos documentos científicos, mas muitos relatórios com resultados positivos. No Ocidente, estes novos conceitos ainda parecem ser difíceis de serem assimilados mesmo que os resultados sejam completamente visíveis. Isso porque sempre queremos saber o princípio ativo de tudo, isolar e criar em laboratório. Isso não é possível quando se trata de um "equilíbrio".
Há 15 anos, quando falávamos de radicais livres e oxidação de células e envelhecimento, ninguém acreditava e éramos taxados de loucos. Agora, todo mundo sabe o que é e como combater. Acredito que com o EM não será diferente. Aliás, já estamos bem avançados e indo além de simples conceitos biológicos. Já descobrimos que os microorganismos eficazes são capazes também de produzirem "micra" ondas positivas, menores ainda que as microondas, que também tem efeitos positivos sobre o nível de energia de ambientes e até mesmo dos próprios serem humanos. No Japão, já temos selos para celulares que bloqueiam a radiação negativa dos aparelhos e impedem que estas afetem seus neurônios, pulseiras de cerâmicas que te protegem contra a radiação das ondas de rádio, Wi FI, entre outras, bebidas, sais e cosméticos rejuvenecedores, entre outros.
Já que o EM têm propriedades antioxidantes, eles podem ser (ou já são) usados em tratamentos cosméticos e anti-envelhecimento?
(risos) Essa pergunta sempre vêm à tona! Com certeza ele já é usado há muito tempo. No Japão já existem cremes, creme dental, shampoo, óleos hidrantes, e bebidas, tudo baseado no uso dos antioxidantes sintetizados pelos microorganismos, e os resultados são fantásticos. Porém nossa maior missão é levar este "poder" antioxidante para tudo o que comemos e bebemos todos os dias, pois aí está o real efeito e mais poderoso efeito de antienvelhecimento e da saúde integral das pessoas.
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