
China é o 4º país no ranking de instalações de fazendas eólicas/Foto: Diogo Martins.
Todas as demandas de eletricidade da China previstas para até 2030 podem ser supridas unicamente com a energia eólica. A conclusão é de uma equipe de pesquisadores das universidades de Harvard, nos Estados Unidos, e Tsinghua, no país asiático. O estudo levou em conta as restrições e os incentivos governamentais chineses para cada região, além dos obstáculos de natureza econômica para os locais onde é inviável levar a fonte energética gerada pelos ventos. Os fatores meteorológicos e de relevo também foram considerados.
“Para determinar a viabilidade da energia eólica para a China, nós estabelecemos um modelo econômico regional, incorporando os incentivos governamentais e calculamos o custo da energia com base na geografia," explicou Xi Lu, um dos autores do estudo. Os pesquisadores utilizaram dados meteorológicos do satélite Geos da Nasa e consideraram que a energia seria gerada em fazendas terrestres formadas com turbinas de 1,5 megawatt de potência cada uma, ocupando áreas rurais sem florestas – livres do congelamento no inverno e com inclinação máxima de 20%.

Em visita recente à China, Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU (à esq.) conversou com Wen Jiabao, primeiro-ministro chinês, sobre o aquecimento global/Foto: Eskinder Debebe
A análise indicou que uma rede de turbinas eólicas operando a apenas 20% da capacidade poderia gerar 24,7 petawatts/hora de eletricidade anualmente, mais de sete vezes o consumo atual da China. Essa rede seria suficiente para acomodar toda a demanda chinesa de energia projetada até o ano de 2030.
Realidade
A mudança de uma matriz energética fortemente baseada no carvão, petróleo e gás natural, para outra inteiramente limpa, baseada na energia dos ventos, seria importante para reduzir a poluição e as emissões de CO2 do gigante asiático, atualmente o maior emissor de gases causadores de efeito estufa em todo o mundo.
Certamente por essa razão, o país tem adotado medidas para adotar, cada vez mais, a energia eólica, pois já é o quarto do mundo em capacidade instalada de fazendas de vento, atrás apenas dos Estados Unidos, Alemanha e Espanha. Apesar deste dado, essa fonte energética sustentável responde por apenas 0,4% do total de eletricidade gerada na China – segunda nação que mais gera eletricidade (792,5 gigawatts/ano), superada pelos EUA.
Em discurso realizado na terça-feira, 22 de setembro, o presidente da China, Hu Jintao, afirmou que seu país está empenhado em combater o aquecimento global. Ele participou da Conferência sobre Mudança Climática, na sede da ONU, em Nova York. O governante informou que a nação asiática possui uma política de redução das emissões de carbono desde 2005, o que deve resultar em um saldo ambiental positivo nos próximos 10 anos.
*Com informações do site Inovação Tecnológica
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