Economia criativa
Por Aécio Neves
internet.BR completa aniversário
Por Silvio Meira
Razão áurea
Por Marina Silva

Você concorda com a construção de hidrelétricas na Amazônia?
Sim. Há uma demanda energética que justifica;
Talvez. Desde que a exploração seja sustentável;
Não. O governo deveria investir em fontes alternativas.



Arquivos 2011
» Março
» Abril
» Maio
» Junho
» Julho
» Agosto
Arquivo
Arquivos 2008
Arquivos 2009
Arquivos 2010






Empresas de papel e celulose valorizam o licor negro e ganham em eficiência
Postado em Energia em 16/01/2009 às 16h10
por Redação Ecod
Diminuir Fonte Fonte Padrão Aumentar Fonte

 Veracel
O licor negro é obtido através de uma pasta produzida na celulose/Foto: chrislang

As empresas do segmento de papel e celulose estão cada vez mais eficientes quando o assunto é a autogeração de energia elétrica. Um dos principais motivos para essa autossuficiência é o uso do licor negro, resíduo resultante do processo de separação da pasta celulósica. É principalmente devido à queima dessa matéria, que algumas unidades produtoras já atingiram índices superiores a 90% de autogeração. Detalhe: o licor negro correspondia a apenas 20% da energia elétrica gerada pelo setor em 1970.

A partir de então, as companhias atuantes no Brasil passaram a valorizar mais o licor negro, que aos poucos substituiu o óleo combustível na geração termoelétrica do setor. Em 2007, 66% da energia gerada pelas empresas do segmento de papel e celulose foi resultado da queima do licor negro, mais que o triplo do valor correspondente há 39 anos. Houve um ganho gradativo no aproveitamento do licor negro pelas empresas nas últimas décadas. Nos anos de 1970, o aproveitamento dos resíduos sólidos era em torno de 60%. Há 2 anos, a concentração chegou a 82%.

Papel 
A indústria do papel é uma consumidora em potencial de energia elétrica/Foto: tuli nishimura

Um bom exemplo da utilização do resíduo é a International Paper do Brasil. A empresa consome atualmente 60 MW de energia, dos quais 33 MW são provenientes de autogeração com base no licor negro. A empresa estima que até 2010, 80% da energia consumida pela companhia seja gerada a partir da queima da substância. A Suzano Papel e Celulose consumiu 88% de energia que a própria unidade da empresa, em Mucuri-BA, produziu em 2007, com base no uso de licor negro. Ela já é autosuficiente em quatro de suas sete plantas industriais: Suzano-SP, Rio Verde-SP, Embu-SP e Mucuri-BA.

A Aracruz Celulose também não fica para trás: a unidade de Barra do Riacho-ES gera 95,5% da energia consumida, enquanto a de Guaíba-RS atingiu 69% em 2007. Além de alavancar a autosuficiência das empresas em energia elétrica, o licor negro também é importante para uma melhor eficiência das máquinas, ao reduzir os desperdícios de energia que contribuem para a diminuição do consumo. Em 1995, a Celulose Irani produzia 1,3 MW por tonelada de papel bruto. Já em 2007, a fábrica de Vargem Bonita-SC produzia 0,84 MW por tonelada.

 Gn tratada
Somado ao licor negro, o gás natural ajuda as empresas a produzir a própria energia que consomem/Foto: The Joy Of The Mundane

Gás natural como parceiro

Além do licor negro, cada vez mais valorizado, as empresas do setor de papel e celulose contam com outro aliado de peso na tentativa de conquistar a autosuficiência em energia elétrica, sem falar na contribuição para a preservação do meio ambiente: a utilização de gás natural, em vez do óleo combustível para complementar o fornecimento energético. A International Paper do Brasil passou a promover essa transição em 1998, com a substituição das caldeiras usadas pela companhia.

Em 2004, quando a disponibilidade do gás natural passou a ser adequada, a empresa fez a troca e conseguiu diminuir em 10% o consumo total de energia. Atualmente, a companhia consome 250 mil metros cúbicos de gás natural ao dia, utilizado no processo de secagem do papel.

Consumidor em potencial

A importância da utilização de energias renováveis e alternativas aos combustíveis fósseis, como é o caso do licor negro e do gás natural, também é ressaltada se levarmos em conta o fato de que o segmento de papel e celulose é um dos maiores consumidores de energia elétrica do Brasil. Só para se ter idéia, o setor responde por cerca de 4% de toda a energia elétrica do país, sendo 10% dessa fatia consumida pelas indústrias. A demanda por energia é alta por conta do processo de separação da celulose e secagem do papel que usam vapor a temperaturas de até 170º.
 



Tags: Biodiversidade , Energia
Voltar

Ver Comentários (1)  imprimir  indicar

Fonte

Comentado por luciano em 07/05/2009 18:28

Cade a fonte dos dados escritos?
Comentar
Você pode adicionar um comentário, em formato de texto simples, preenchendo o formulário abaixo.
Nome
(Required)
(Required)
(Required)
Enter the word
*A mensagem que estou enviando acima não é um spam




EcoDesenvolvimento é um conjunto de práticas que estimula o desenvolvimento global, reforçando a atenção a questões ambientais, sociais, econômicas, culturais, de gestão participativa e ética...
(Leia mais)


CONTEÚDO
 
Canais Especiais
     
 
UTILITÁRIOS
 
 
 
PARCEIROS
 
 
 
INSTITUCIONAL
 
 
 
unibanco suzano
Etiqueta

O Portal EcoD é um projeto do Instituto EcoDesenvolvimento
Direitos Autorais - Condições de uso do conteúdo
SEJA PARCEIRO DO ECOD