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Segundo o estudo Demos uma Chance às Meninas, do total de meninas que trabalham, 20 milhões têm menos de 12 anos (37,7%) e 32,3 milhões estão na faixa de 5 a 14 anos (61%) / Foto: Sxc.hu
Meninas com acesso ao ensino têm mais probabilidade de ter melhores condições de vida e maior poder de decisão na fase adulta. É o que indica o relatório Demos uma Chance às Meninas, divulgado na última quarta-feira, 10 de junho, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Segundo a pesquisa, mães que estudaram na infância são mais propensas a se esforçar para manter os filhos na escola. Evitar o trabalho infantil entre as meninas e garantir o direito à educação também são, de acordo com o estudo, “estratégias cruciais” para promover o desenvolvimento de mulheres.
“Há poucos países e comunidades que oferecem às meninas as mesmas oportunidades oferecidas aos meninos. O acesso aos estudos é um dos direitos de todo ser humano, mas meninos e meninas recebem tratamento diferenciado em muitas partes do mundo. Os resultados são desigualdades evidentes”, afirma o estudo.
As mulheres representam quase dois terços da população analfabeta mundial, dado que, de acordo com a pesquisa, reflete “a magnitude” das desigualdades na área de educação.
Em 2009, a Convenção 182 da OIT – que trata da proibição das piores formas de trabalho infantil – completa dez anos. O relatório da organização destaca que o Artigo 7 da convenção trata especificamente da situação de meninas e que, em 2007, foi adotado um plano de ação global com o propósito de erradicar todas as formas de trabalho infantil até 2016.
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