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Fora das escolas, a educação ambiental deve continuar / Foto:JonF119
Está na Constituição Federal de 1988: “Cabe ao Poder Público promover a Educação Ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente”. Hoje, 20 anos depois, essa articulação da consciência ambiental começa a não fica apenas dentro da escola e atinge comunidades e empresas.
O Departamento de Educação Ambiental foi instituído no Ministério do Meio Ambiente (MMA), em 1999, para desenvolver ações a partir das diretrizes definidas pela Lei n° 9.795/99, que estabelece a Política Nacional de Educação Ambiental. A regulamentação da lei define que a coordenação da Política Nacional de Educação ficará a cargo de um Órgão Gestor dirigido pelos Ministros de Estado do Meio Ambiente e da Educação.
O caráter multifacetado da educação ambiental tem sido amplamente discutido. Social, biológica, política, ética, estética, cultural, social, física e econômica são as principais vertentes que devem, juntas, buscar viabilizar meios que pulverizem as informações relacionadas.
Didatismo
A Gerencia de Educação Ambiental e Formação da Consciência Ecológica (GEACE) considera que para transportar essa educação de maneira didática deve-se tomar como referência básica a comunidade; seu mundo, suas experiências e seus saberes. Assim, propiciando o fornecimento de instrumentos técnicos e metodológicos que capacitem os sujeitos da ação educativa a reconhecerem a pluralidade e diversidade cultural.
A atuação nos âmbitos fora da escola é fundamental para a consolidação e efetiva atuação destes cidadãos. Outras esferas da sociedade se mobilizam para o surgimento de uma intenção compartilhada a cerca das práticas sustentáveis, que hoje são discutidas como o caminho direcionado ao desenvolvimento mundial. A pluralidade cultural das sociedades têm como ponto em comum o movimento coletivo para entender o elo do indivíduo entre sua visão social e ambiental.
“A educação ambiental deve ser entendida como educação política, no sentido de que ela reivindica e prepara os cidadãos para exigir justiça social, cidadania nacional e planetária, autogestão e ética nas relações sociais e com a natureza”, afirma Marcos Reigota, mestre em Filosofia da Educação e doutor em Pedagogia da Biologia pela Universidade de Louvain.

Para alcançar de fato um resultado positivo, a educação ambiental deve atingir toda a cadeia empresarial / Foto: "Coloured glass"
Inovação com Educação
“Já não se busca mais ser sustentável apenas para evitar perdas (de recursos naturais, eficiência, reputação, imagem e ambiente de negócios) mas para inovar e obter lucros. Um processo de inovação como este só se faz com educação continuada, processual, formadora de cultura, dirigida aos funcionários e também aos fornecedores e parceiros de cada cadeia produtiva sempre com o objetivo de mobilizar, criar consciência, mudar paradigmas e formar massa crítica”, é o que diz Ricardo Voltolini, publisher da revista Idéia Socioambiental e presidente da Idéia Sustentável.
O ajuste das empresas ao meio ambiente deve ser pensado como uma postura necessária, que otimiza e incorpora esses elementos eco desenvolvimentistas à realidade empresarial. Dentro deste organismo vivo que é o setor, a passagem do conhecimento entre os demais órgãos deveria receber maior espaço.
Segundo Voltolini, apesar de importante, o fator educação é o que estranhamente tem recebido menos atenção nas organizações. Se o principal desafio da sustentabilidade é, como se sabe, reinventar modelos de produção e negócio a partir de um parâmetro mais contemporâneo de gestão empresarial, o do triple bottom line, impossível promover as necessárias mudanças de comportamentos requeridas por esse processo sem educar os indivíduos nele envolvidos. E conclui: “só se realiza inovação com educação”.
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