Economia criativa
Por Aécio Neves
internet.BR completa aniversário
Por Silvio Meira
Razão áurea
Por Marina Silva

Você concorda com a construção de hidrelétricas na Amazônia?
Sim. Há uma demanda energética que justifica;
Talvez. Desde que a exploração seja sustentável;
Não. O governo deveria investir em fontes alternativas.



Arquivos 2011
» Março
» Abril
» Maio
» Junho
» Julho
» Agosto
Arquivo
Arquivos 2008
Arquivos 2009
Arquivos 2010






EcoD Básico: Redd
Postado em Mudanças Climáticas em 25/03/2010 às 10h00
por Redação EcoD
Diminuir Fonte Fonte Padrão Aumentar Fonte

 desmatamento das florestas responde por 20% das emiss�s globais anuais de gases de efeito estufa
Desmatamento das florestas responde por 20% das emissões globais anuais de gases de efeito estufa/Foto: leoffreitas

Em tempos de mudanças climáticas e aquecimento global, o mundo discute alternativas que incentivem a preservação do meio ambiente. Uma das opções mais debatidas sugere o pagamento por parte dos países industrializados e empresas às nações em desenvolvimento, como forma de compensação ao desflorestamento.

Estamos falando do mecanismo conhecido como Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation in Developing Countries, que traduzido para o português significa Redução das Emissões geradas pelo Desmatamento e Degradação (Redd).

O que é o Redd?

O Redd é tido como um meio importante para a redução das emissões dos gases de efeito estufa lançadas na atmosfera global por meio do desmatamento. Trata-se de um mecanismo de compensação financeira voltado para a preservação das florestas dos países em desenvolvimento.

Ultimamente, o Redd tem sido um dos principais assuntos nas negociações acerca de um possível acordo sobre o clima mundial, como temos visto nas conferências anuais promovidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), as chamadas COPs.

Funcionamento

Propostas sobre como o mecanismo de Redd deve funcionar e ser financiado não faltam. Três das principais delas são:

  • Fundos de governos: criação de um fundo apto a receber verba internacional e que funcione de modo semelhante aos programas de ajuda oficial destinados pelos países ricos às nações em desenvolvimento ou emergentes;
  • Mecanismos de mercado: os países que reduzirem o desmatamento ganham créditos pela redução dos níveis de emissões de carbono, que passam então a ser comercializados nos mercados mundiais de carbono;
  • Uma junção das propostas acima: Também se discute nas negociações se os projetos de Redd devem ser administrados e financiados em nível nacional ou internacional.

Importância

De acordo com os cientistas do clima, o desmatamento responde por cerca de 20% das emissões anuais globais dos gases de efeito estufa. Um dos mais conceituados defensores do Redd é o economista britânico Nicholas Stern. Segundo ele, este mecanismo é a maior oportunidade isolada de redução imediata, e de maior custo efetivo, das emissões de poluentes.

Os adeptos da ideia de implantaçção do Redd, como Stern, argumentam que as demais alternativas já apresentadas, a exemplo da captura e armazenamento de carbono, possuem preço muito elevado, o que poderiam levar muito tempo para a implantação em larga escala.

Vantagens

Além das já mencionadas por Nicholas Stern, pode-se garantir que os diversos mecanismos a serem implementados poderão levantar até US$ 30 bilhões por ano para os projetos em países em desenvolvimento. A atual proposta para estabelecimento do mercado de carbono inclui a possibilidade de empresas e outras entidades de deduzir uma porcentagem da redução de emissões de carbono por meio dos mecanismos de Redd.

Em todo o mundo, existem diversos mercados de carbono em operação, sendo o da União Europeia um dos mais conhecidos. A criação de outros em países como os Estados Unidos, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Austrália e Japão parece próxima, mas as propostas ainda estão em debate. Depois de instituídos, o "x" da questão será estabelecer o funcionamento harmonioso entre eles.

Desvantagens

Os principais críticos do Redd defendem que o mecanismo dará aos governos de países industrializados e empresas a chance de cumprir as metas internacionais sem que tenham, necessariamente, que cortar as próprias emissões de gases de efeito estufa.

Organizações ambientalistas temem que a adoção de um mecanismo de créditos florestais possa carregar o mercado de deduções baratas, fator capaz de reduzir o preço do carbono e tirar o estímulo de cortes das emissões dos maiores poluidores.

Outros pontos alimentam a polêmica: a queda do desmatamento em uma determinada área pode fazer com que os madeireiros migrem para outra, ou seja, como medir o nível de desmate para saber, de fato, se houve alguma redução? Ainda em relação a medições: como contabilizar o carbono armazenado em uma floresta, e quanto em número de emissão se evita com a preservação de determinada floresta?

Também falta a garantia de que o dinheiro do Redd será mesmo aplicado, por exemplo, para as comunidades que vivem nas florestas, uma vez que a corrupção de governos e empresas é um mal comum em boa parte do mundo.

Para botar mais pimenta nessa panela, há de se considerar que a definição de propriedade rural é vaga e questionável em vários países. Dessa forma, atribuir valores às florestas pode acabar incentivando invasões e grilagens.

Maiores emissores por desmatamento

Atualmente, o ranking global de emissões do World Resources Institute (WRI) coloca China, Estados Unidos, Indonésia, Brasil e a República Democrática do Congo como os cinco maiores emissores de gases de efeito estufa por meio de desmatamento. Logo, tais países são considerados fundamentais nas negociações referentes ao Redd.

Desmatamento = dióxido de carbono (CO2)

De que forma o desmatamento causa as emissões de CO2? Quando as árvores são queimadas, uma grande quantidade de carbono armazenada nelas é liberada na atmosfera, em forma de dióxido de carbono - um dos principais gases de efeito estufa, capaz de acelerar as mudanças climáticas. A criação de áreas de pastagem e demais espaços para a agricultura comercial são os principais motivos para a prática de desmate. 


Veja Também
· EcoD Básico: Ciclo do Carbono
· Redd: curso explica nova forma de preservação
· WWF: proposta da UE para redução de gases é fraca e sem transparência
· "Créditos de carbono são como as indulgências da Idade Média", compara Sachs
· WWF defende que o consumidor europeu deve pagar pelos serviços da Amazônia
· Greenpeace lança relatório sobre pecuária na Região Amazônica


Tags: Biodiversidade , Ciência e Tecnologia , EcoD Básico , Economia e Política , Mudanças Climáticas
Voltar

Ver Comentários (2)  imprimir  indicar

degradação ambiental

Comentado por Bianca em 16/03/2011 17:44

Eu sinceramente nunca gostei dos desmatamentos,sempre fui contra,e agora que eu li esse texto e muitos outros fiquei enraivada com essas pessoas que desmatam e falam que é bom para o meio ambiente.O que é bom para o meio ambiente? É desmatar árvores para que as nossas florestas sejam ruins,feias,pobres! Eu digo que eu naum admito uma coisa dessa mas vou de acordo com os leitores,mas essa é a minha opinião!!

degradação ambiental

Comentado por Bianca em 16/03/2011 17:45

Eu sinceramente nunca gostei dos desmatamentos,sempre fui contra,e agora que eu li esse texto e muitos outros fiquei enraivada com essas pessoas que desmatam e falam que é bom para o meio ambiente.O que é bom para o meio ambiente? É desmatar árvores para que as nossas florestas sejam ruins,feias,pobres! Eu digo que eu naum admito uma coisa dessa mas vou de acordo com os leitores,mas essa é a minha opinião!!
Comentar
Você pode adicionar um comentário, em formato de texto simples, preenchendo o formulário abaixo.
Nome
(Required)
(Required)
(Required)
Enter the word
*A mensagem que estou enviando acima não é um spam




EcoDesenvolvimento é um conjunto de práticas que estimula o desenvolvimento global, reforçando a atenção a questões ambientais, sociais, econômicas, culturais, de gestão participativa e ética...
(Leia mais)


CONTEÚDO
 
Canais Especiais
     
 
UTILITÁRIOS
 
 
 
PARCEIROS
 
 
 
INSTITUCIONAL
 
 
 
unibanco suzano
Etiqueta

O Portal EcoD é um projeto do Instituto EcoDesenvolvimento
Direitos Autorais - Condições de uso do conteúdo
SEJA PARCEIRO DO ECOD