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Foto: fuzzysaurus
A água da chuva é um recurso valioso, gratuito, e muitas vezes subestimado, não sendo bem aproveitado para o uso humano. Adotar a captação e reutilização da chuva é econômico, simples e de grande serventia para residências e para toda uma comunidade.
Desde sistemas muito simples até construções complexas, o que não faltam são opções para quem quer aproveitar a água que cai do céu da melhor forma possível. A chuva normalmente é limpa, apropriada para o consumo, porém em zonas industriais deve-se avaliar a condição e qualidade da água com um consultor especializado.
De acordo com especialistas, este sistema pode suprir as necessidades de uma família durante um ano, se a água for captada e armazenada de forma segura e correta. O resultado é uma economia financeira, além de evitar alagamentos, erosões e inundações.
Sistemas de Captação
A maneira mais comum de captar a água da chuva é por meio do escoamento do telhado. Para isso, é necessário adaptar um sistema de calhas e coletores, além de dispositivos de filtros que descartem as impurezas da água.
Quem tiver condições de investir em sistemas modernos, existem soluções automatizadas que enviam água filtrada e clorada para as tubulações da casa. Assim, a água da chuva já vai direto para as torneiras e chuveiros sem que você precise ter nenhum trabalho a mais.

Foto: wakingphotolife
Já os sistemas mais simples armazenam a água filtrada em cisternas e é preciso ir até o local para recolher a água e utilizá-la nos diversos pontos da casa.
Para entender melhor como é o processo de captação, veja abaixo um passo a passo de todo o sistema. É importante que o processo seja acompanhado e avaliado por um profissional especializado na área.
1. Ao precipitar, a água da chuva escoa até as calhas instaladas nas bordas do telhado.
2. De lá a água passa por um filtro que retém impurezas sólidas contidas nas telhas, como folhas secas e pedras, por exemplo. Estes resíduos podem ser armazenados e coletados ou seguir para a rede de drenagem pluvial.
3. A água filtrada segue para uma cisterna de armazenamento que irá acumular a água da chuva.
4. A água é bombeada até um reservatório intermediário que poderá ser conectado a tubulações que abastecem pontos voltados a atividades não potáveis, como descarga do vaso sanitário, tanque, máquina de lavar roupa e torneira externa (para irrigação da horta, lavagem de pisos, veículos e outros usos não potáveis).
5. No reservatório intermediário foi instalada uma bomba dosadora de cloro, que desinfeta a água e a torna apropriada para outros usos.
6. A água clorada segue para outro reservatório ligado a tubulações que abastecem pontos de atividades potáveis, como chuveiros, lavatórios e pia da cozinha.
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Tanque de ferrocimento ainda em contrução sem a tampa / Foto: IPEC
Atenção para:
Os especialistas alertam e recomendam que as primeiras águas da chuva sejam descartadas por possuir uma elevada concentração de poluentes tóxicos dispersos na atmosfera de áreas urbanas, como o dióxido de enxofre (SO2) e o óxido de nitrogênio (NO), além da poeira e da fuligem acumulada nas superfícies de coberturas e calhas.
- Para uma captação e reaproveitamento ideal, é importante que esteja calculado a dimensão da cisterna. Levam-se em consideração os custos totais de implantação, a demanda de água, a disponibilidade hídrica (regime pluviométrico) e a confiabilidade requerida para o sistema.
- Consulte um profissional antes de começar a instalação.
Mais informações:
O Projeto De Olho na Água, da Fundação Brasil Cidadão junto ao EcoCentro IPEC, desenvolveu o Guia de Referência para construção de um sistema de captação e um canteiro bio-séptico. Você pode fazer o download em: Biblioteca EcoD > De Olho na Água

Foto: eastpole
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