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Hoje dividida entre crescer economicamente e preservar o meio ambiente, China precisa agregar essas duas áreas/Foto: - nathan
É possível manter um país em franco desenvolvimento sem destruir o meio ambiente? Exemplos como o do Brasil, onde os investimentos em fontes renováveis de energia, apoio a pesquisa científica e leis ambientais mais rígidas indicam que sim. No entanto, o mesmo ainda não pode ser dito pela China, nação que mais cresce em todo o mundo, mas, que ao mesmo tempo, contribui para a degradação da biodiversidade como nenhuma outra.
O grande dilema chinês na atualidade é: podemos manter o crescimento sem destruir o meio ambiente? A pergunta é mais complexa do que se imagina. O crescimento econômico da potência asiática nos últimos 30 anos, também fez com que o país se tornasse o maior emissor mundial de dióxido de carbono (CO2), um dos principais responsáveis pelo aquecimento global. Para completar, a demanda dos chineses por energia não-renovável foi multiplicado.
Só para se ter ideia, a China queima hoje um quarto de todo o carvão do mundo, do qual depende para suprir mais de dois terços de suas necessidades energéticas. A substância derivada do petróleo, diga-se de passagem, é a forma mais barata e mais poluente de se obter energia.

Outrora soberanos, os ciclistas chineses perdem cada vez mais espaço para os carros/Foto: Thiago Hirai
Até mesmo um hábito saudável típico dos chineses, como a utilização das bicicletas, tem sido alterado na última década. Os carros já tomaram o posto de principal meio de transporte do país, tanto que a frota de veículos na capital Pequim triplicou nos últimos dez anos, consequencia da média alucinante de mil novos automóveis chegando às ruas diariamente.
Visões distintas
"A China não é mais um país fechado. Para manter seu crescimento econômico e sua posição como um ator importante no cenário internacional, precisa reconhecer o que os outros países estão dizendo sobre a China", defendeu à BBC Brasil Tom Wang, porta-voz da ONG Greenpeace, em Pequim. Atualmente, o país é o principal alvo de ambientalistas em todo o mundo, que cobram a implantação de um modelo sustentável de desenvolvimento, capaz de promover a proteção ambiental.
Mais otimista, David Dollar, diretor do Banco Mundial na China acredita que o país tem conseguido avanços importantes nessa área, e que poderá ser um exemplo de desenvolvimento sustentável a partir de 2020. "O que é menos conhecido, porém, é que tem havido muito progresso no campo ambiental nos últimos dez anos. A China é um dos poucos países do mundo que vem aumentando rapidamente sua cobertura florestal, tem conseguido reduzir a poluição do ar e também a poluição das águas", afirmou Dollar.

Poluição dos rios chineses preocupa pescadores e compromete a reprodução das espécies/Foto: dayangchi
De acordo com os especialistas, os principais problemas enfrentados pela China, nesse sentido, são:
• Poluição: 20 das 30 cidades mais poluentes do mundo encontram-se no país;
• Mais de 400 mil chineses morrem por ano devido a doenças causadas pela poluição;
• O governo perde entre 3 e 5% do seu Produto Interno Bruto (PIB) ao ano, por conta de problemas ambientais;
• O país reluta em se comprometer com metas referentes à diminuição de emissões de gases poluentes;
• Muitos dos rios do país estão poluídos por metais pesados, o que prejudica o uso da água para irrigação e contamina a cadeia alimentar;
• Cerca de um terço do território chinês é afetado pela chuva ácida provocada pela poluição, com um impacto direto na produção de alimentos.
*Com informações da BBC Brasil.
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