
“Matar animais para satisfazer a vaidade é uma atitude imoral e injustificável em pleno Século 21. Hoje, há peles sintéticas tão bonitas e até mais duráveis que as naturais” / Foto: Reinaldo Marques - Terra
Nesta sexta-feira, 27 de novembro, mais de 40 países realizarão manifestações pelo fim da indústria da pele de animal. Durante todo o dia, organizações e entidades de proteção ao animal se mobilizam para celebrar a Sexta-Feira Mundial Sem Pele com muita consciência ambiental.
Criada pela parceria entre a International Anti-Fur Coalition (Coalizão Internacional Anti-Pele) e o movimento Fur-Free Friday (Sexta-feira sem pele), popular nos Estados Unidos, a data também comemorada no Brasil foi marcada com um protesto na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo.
Dentro de jaulas, jovens brasileiros tentavam alertar a população sobre os maus tratos e a crueldade por trás do uso da pele de animais na moda e decoração. De uma maneira inusitada, atraíram a atenção de quem passava pelo local com megafones e fotos para explicar as irresponsabilidades envolvidas na ação.
Estilistas que continuam a usar pele animal em suas coleções também são alvo de críticas dos manifestantes. De acordo com Fábio Paiva, que coordena a International Anti-Fur Coalition no Brasil, a indústria de peles é uma das mais cruéis do mundo.
“Matar animais para satisfazer a vaidade é uma atitude imoral e injustificável em pleno Século 21. Hoje, há peles sintéticas tão bonitas e até mais duráveis que as naturais”, defende o coordenador.