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Desmatamento na Amazônia persiste, embora em proporção menor do que nos últimos anos/Foto: Ana_Cotta
Uma área equivalente a quase metade do município do Rio de Janeiro. Este foi o nível que o desmatamento na Amazônia atingiu em agosto, quando pelo menos 498 quilômetros quadrados (km²) de floresta foram devastados. Os dados são do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) e foram divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Em comparação com o resultado de agosto de 2008, quando 756 km² foram desmatados, houve redução de 35%. “Nunca comemoro os dados, porque desmatamento nunca é bom, mas é uma queda acentuada. Além disso, agosto é um dos meses críticos de desmatamento na Amazônia”, avaliou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. De acordo com o chefe da pasta ambiental do governo, o Pará se manteve na liderança desse quesito negativo e foi responsável pela derrubada de cerca de 300 km² de floresta em agosto.

Segundo Minc, dados não podem ser comemorados, mas indicam "queda acentuada" em relação a 2008/Foto: Elza Fiuza/ABr
Os satélites do Inpe registraram 105,2 km² de desmate em Mato Grosso e 50,9 km² em Rondônia, estados em que não houve cobertura de nuvens no período. No Amazonas, o Inpe observou 21,7 km² de novas derrubadas e no Acre, 6,3 km². O estados do Amapá, Maranhão, de Roraima e do Tocantins registraram desmatamentos inferiores a 5 km².
Em toda a Amazônia Legal, a área livre de nuvens correspondeu a 83% da região. “O estado do Amapá foi o que apresentou a menor oportunidade de monitoramento, pois apresentou um índice de cobertura de nuvens de 64% no período”, destacou o relatório. A medição do Deter considera as áreas que sofreram corte raso (desmate completo) e as que estão em degradação progressiva. O sistema serve de alerta para as ações de fiscalização e controle dos órgãos ambientais.
O desmate medido em agosto não será levado em conta na taxa anual de desmatamento para o atual período (2008/2009). O total, calculado pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), vai considerar o desmate registrado entre agosto de 2008 e julho de 2009. A estimativa do governo é de que as taxas sejam as menores dos últimos 20 anos.
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